sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A caminho de São Paulo...

Olá amigos, boa noite! Eu estou viajando agora, programei a publicação enquanto eu ainda estava em casa, por que a internet em boa parte do trecho mineiro da Fernão Dias é instável para publicar pelo celular (em alguns trechos não dá pra ler nem whatsapp), mas deixo aqui um texto sobre uma viagem que fiz a exatos 1 ano atrás.  
A tarde de 29 de novembro de 2013 era uma tarde quente e de tempo nublado em Belo Horizonte. Dali a 2 horas, eu sairia pra viajar, "Destino: São Paulo". Eu fazia o último preparativo: organizar a playlist que seria tocada naquela viagem e carregar a bateria reserva do celular. Então fui olhar rapidamente o facebook, e fui me arrumar. Fiz a checagem dos itens necessários como câmera fotográfica, tripé para a câmera, documentos, blusa de frio, etc, etc e etc. Acabei de arrumar, enquanto meus pais acabavam de arrumar e pegar também seus itens necessários. Saímos de casa bem atrasados. Chegamos a Praça da CEMIG, o ônibus ainda não estava por lá, mas tinham uns ônibus por lá, com o mesmo destino que o meu. Finalmente o ônibus chega: um imponente e bonito Marcopolo Paradiso G6 1550LD, pertencente a Honofre Turismo, carro 107. Ele também já foi da Brasil Sul, tinha o prefixo 2030. Os vidros eram escuros, o que lhe conferia mais imponência. Por dentro ainda dava pra ver algumas marcas da antiga pintura. Embarquei e vi o conforto: 44 poltronas tipo G6, semi-leito, com encosto de pernas, em tecido esverdeado, com 3 televisores, ainda de tubo. Então fui para meu lugar, e continuei contemplando o conforto: poltronas bem macias, o encosto de pernas trazia bastante conforto. Meu lugar foi estrategicamente escolhido levando em conta 3 fatores: distância do banheiro, centro da bagunça (não queria estar longe, e sim perto) e a proximidade do motor. Não demorou muito, e o - para mim desconhecido - O500RSD saiu da Praça da CEMIG esbanjando mais imponência ainda. Logo ganhamos a Rodovia Fernão Dias, mas foi o mesmo de ter permanecido na área urbana: o trânsito não deixava o ônibus andar como devia, por causa do trânsito. Só depois de Betim que o grandão pode correr como devia. Dei uma rápida entrada no facebook (pelo celular da minha irmã, por que eu só viria a comprar um celular com acesso a internet um mês depois), e fui curtir a viagem.
Carro em que eu viajei. Foto: Antônio Carlos Fernandes/Ônibus Brasil

 Já era noite quando começamos a subir a serra de Igarapé, e somente ali finalmente poderia dizer que a viagem havia de fato, começado, pois somente ali o motor pode mostrar toda a sua fúria e força escondidos por baixo de todo a carroceria e pelo salão de passageiros, e de certa forma, silencioso. Fazia algum barulho, é verdade, mas não era uma barulheira que trazia incomodo, característica da Mercedes a partir do O400 eletrônico (os mecânicos ainda abrem o berreiro que nem nenê recém-nascido). Na descida da serra, já apareciam no céu alguns trovejos, prenúncio de que iria chover. Eu não levei a sério, por que o dia em BH havia sido quente e até ensolarado durante a manhã, porém me esqueci que estava em uma rodovia, só fui lembrar quando começou a chover. Graças ao insulfilm, só vi que estava chovendo no pedágio de Itatiaiuçu, mesmo assim por que graças as luzes, dava pra ver a janela molhada. E seguimos cada vez a sul, e, portanto, rumo a chuva. Em um trecho entre Carmopolis e Oliveira, deu um trovejo tão forte que o clarão pode ser visto dentro do ônibus. Não sei se era da situação ou de nervoso, mas eu tava rindo daquele trovão. E a viagem seguiu normalmente, com a chuva caindo lá fora. Por volta das 22hs chegamos ao GRAAL Shopping Perdões. Comi algo e mesmo com chuva fui clicar, porém só consegui uma blusa de frio molhada, e nenhum clique que prestasse. Com isso, voltei pra plataforma do GRAAL, e embarquei de volta, para a segunda parte da viagem.  A segunda parte também marcava a troca de comando do ônibus. Todos a bordo, hora de partir, e também do pessoal dormir, depois da intensa zueira entre BH e Perdões. O segundo motorista começou com umas poucas engasgadas, mas logo conseguiu conduzir de forma tranquila. Não muito tempo depois, ele começou a pôr "as unhas prá fora", e saiu cerolzando geral na estrada, e assoviando, do jeito que o O500RSD merecia ser operado e do jeito que o ouvido deste que vos escreve merecia ouvir naquele fim de noite de sexta, e início da madrugada de sábado. Até um G7 K400 da Gontijo ele podou.
Outra foto, dessa vez de traseira, em um rápida parada no GRAAL de Mairiporã. Foto: Eric Breno
 Porém o ar condicionado do carro estava tão gelado que além de trazer dificuldade para respirar e ardência das vias nasais, as vezes me dava a impressão de estar no necrotério do IML. Foi ai que bateu o extremo arrependimento por não ter levado um casaco mais grosso, e por ter usado a blusa de guarda-chuva no GRAAL, por que eu estava com muito frio. Tive que apelar pra manta do ônibus, o que eu detesto fazer, por que geralmente fico com son... e dormi. Acordei um tempo depois, joguei a manta prá lá, mas o frio persistiu a nossa sorte foi que o motorista resolveu parar pra tomar um café no Euronav, em Camaducaia, e a galera (além de ter acordado) pediu pra ele aumentar a temperatura, que fora ajustada em 18 graus após a troca de comando, mas agora havia sido reajustada pra 22 graus. Surtiu efeito: durante os últimos quilômetros em Minas Gerais, a temperatura deu uma amenizada, e as janelas já começavam a embaçar. Finalmente cruzamos a divisa e estávamos em território paulista, o motorista tava andando bem com o carro e a conversa rolando. Após não muito tempo já estávamos na serra da Cantareira, última antes de São Paulo. Na descida, estávamos junto com 2 ônibus da Severo Turismo, como um comboio. Logo a estrada começou a ficar iluminada: estávamos chegando a São Paulo. Depois de 8 horas na estrada, finalmente chegamos a São Paulo.
Muito obrigada pela leitura e pelas visualizações. Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Primeiro dia de circulação do MOVE, BRT de BH

Boa noite, visitantes e leitores do blog Onibus Mineiro. No primeiro texto, falaremos sobre a primeira viagem que eu e um amigo fizemos, a bordo do BRT - MOVE.
Acordei cedo naquela manhã de sábado, 8 de março. Não por que era o dia da mulher, e sim era outra coisa: primeiro dia de operação do MOVE, o sistema BRT de Belo Horizonte. Após adiamento da entrega das obras (fato este que foi tema da marchinha “Ainda não tá pronto”, produzida por um rádio de Belo Horizonte, no período de Carnaval), denúncias de superfaturamento, embargos do TCU, finalmente as obras do Corredor Cristiano Machado foram parcialmente entregues, e eu decidi ir com um amigo. Saí de casa as 8h40, com o tempo chuvoso, e fui. A caminho do Centro, fui ouvindo música no carro 30099, Vip II 1722 na linha 30 Direta (Estação Diamante x Centro).
Carro da linha 30 - Direta que me levou até o Centro de BH. (Foto: Eric Breno)
No Centro, encontramos no local marcado e fomos andando. Porem olhamos pra elegante ET São Paulo, onde embarcamos, e vimos um Doppio BRT Mercedes-Benz O500MA na linha 83D (Estação São Gabriel x Centro - Direta), imediatamente começamos a correr. Após uma rápida corrida, chegamos a ET, onde ele ainda estava atracado. Era o carro 20479 da SM Transportes; na entrada da ET pagamos a passagem, entramos no ônibus e assentamos, e logo depois entrou uma equipe de TV no carro.
Primeiro carro do MOVE que eu e meu amigo pegamos. (Foto: Gabriel Oliveira)
O carro então saiu, e ali se iniciava nossa experiência no MOVE. O ônibus saiu da ET, sentido São Gabriel. Ele agarrou em um retorno da Avenida Santos Dumont (agora exclusiva para o MOVE), mas conseguiu passar. (Felizmente para os motoristas, o retorno não faz mais parte do itinerário da 83D e também da 83P, que faz o mesmo serviço da 83D, só que parando nas ETs ao longo da Cristiano Machado). O ônibus articulado atraía olhares dos pedestres na rua, dos motoristas, e passageiros dos ônibus convencionais, ainda sem acreditar que o MOVE finalmente houvera saído. O ônibus sem demora ganhou o Túnel da Lagoinha, onde iniciava o corredor, e foi sem dificuldade alguma, e bem rápido também. As ETs estavam vazias, o que era normal, por se tratar de primeiro dia. Chegamos à renovada São Gabriel, e lá desembarcamos. Depois descobri que eu e meu amigo fomos os únicos entusiastas a pegar aquele carro com o Ar funcionando, por que o Ar deu problemas e parou de funcionar quando descemos do ônibus. Mas lá na São Gabriel, cumprimentei um amigo até então virtual, que estava lá como despachante. Como mandava nosso roteiro, iríamos pegar o 82 (Estação São Gabriel x Savassi via Hospitais). Veio um Mega BRT O500MA, 20480 da Getúlio Vargas, carro que como descobrimos depois, fez a primeira viagem da história do MOVE, e fomos rumo à área hospitalar.
Segundo carro que pegamos naquele dia. Ele fez a primeira viagem da história do MOVE (Foto: Gabriel Oliveira)
Meu amigo sentou nos últimos bancos, porém não suportei por que tava muito quente. E fui pra outro lugar do ônibus. Apesar disso, ele se desempenhou bem no corredor e fora dele também.  Acabei descobrindo outro amigo até então só virtual, ele estava com um primo. Conversamos durante o caminho, e eu e meu outro amigo descemos. A viagem de MOVE havia acabado, porém tinha outra novidade que eu não havia andado: Vip III 1721 BT5 da Independência, 30518.
Ultimo ônibus do nosso passeio. (Foto: Welisson Oliveira/Ônibus Brasil)
O ônibus tava bem cheio, e apesar dos bancos marcianos, tava legal o carro. Eu gostei muito do dia, dos carros, que estavam legais, e tiveram ótimo desempenho.
Muito obrigado pela visita, e tenha uma boa noite!

sábado, 15 de novembro de 2014

Início

Bom dia, boa tarde ou boa noite. Seja bem vindo ao blog Ônibus Mineiro.
Esse blog tem como assunto um novo modo de ver o transporte, sendo pouco tradicional, e focado mais nas narrativas, ou seja, textos onde narrarei fatos em geral envolvendo o transporte. Meu estilo de texto é parecido com o estilo dos editores dos blogs Estação Regional e Rodoviária Digital.
A sua direita está o campo de pesquisa, onde você pode pesquisar por citações, o menu, onde você irá achar nossas publicações, e o tráfego de visitantes.
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