sexta-feira, 24 de abril de 2015

Viajando no Neobus pro Rio de Janeiro (Por Marcos F. Andrade)

Olá amigos, boa noite! Dando inicio ao projeto de editores convidados, começamos por um texto feito por Marcos Fernandes Andrade. Boa leitura a todos! (Obs.: O posicionamento das imagens ao longo do texto foi decidido pelo próprio editor)
Foto: Marcos Fernandes Andrade
Domingo, 28 de Dezembro de 2014, 21:30...

Estava eu na rodoviária de Lavras, sul de Minas Gerais, o ônibus do horário oficial saiu com quase meia hora de atraso, e eu iria no extra das 21:30 que chegou 21:40 e saiu 21:50.

Quando o ônibus começou a fazer a subida antes da entrada da rodoviária:
1- Descobri ser clássico
2- Como tava escuro achei que era Busscar (kkkkkkkkkkkk)
3- Vi que era Neobus
Quando vi que era Neobus, fiz uma cara de nojo, mas antes de qualquer julgamento do leitor, já deixarei bem claro os porquês, primeiro, todo mundo no hobby que conhece esses carros fala muito mal, alguns falam que o ar condicionado gela nada, outros do aperto, então tava morrendo de medo de viajar em um carro péssimo, mas beleza.
Fiz o embarque e viajei na poltrona 1, a poltrona é macia, o AC tava legal, porém ela não inclinava tanto, ou seja, não ficava apertado pra quem tava atrás, ao menos penso eu que ficava assim, aí conforme foi indo, acabou que dormi até a parada, e apesar de ser Mercedes Benz, o barulho do motor não incomodava, e como era extra, não entrou nas cidades que são seção da linha, apenas parou em Pouso Alto/MG, após a parada, pedi pra dar uma chegada na cabine e fiquei conversando com o choffer, e ele foi contando as curiosidades do trecho, explicando km a km, e assim fomos indo, busao sempre colado nos 90, na serra, já foi “loko”, porque são 46km de serra, 20 subida e 26 descida, e no ponto mais alto do sudeste tá a divisa entre MG/SP, nessa mesma serra atravessa MG, SP e RJ, aí vai desembocar la em Engenheiro Passos, no Rio de Janeiro.

Após esse trecho, voltei pra poltrona, que por sinal não é ruim, encostei e apaguei e fui acordar na guarita da Novo Rio e na boa mesmo, foi uma das melhores viagens que já fiz, e digo mais, muita gente julga por mera frescura, porque o carrinho anda bem e não tenho nada a reclamar do conforto.
É isso aí galera, esse foi o primeiro de muitos editores convidados a escreverem para o blog. Seguindo o cronograma, semana que vem tem postagens. Muito obrigado a todos por terem prestigiado o texto do Marcos e que venham os próximos editores convidados! Abraços e até a próxima.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Uma volta de MOVE (Parte 2)

Olá amigos, boa noite! Na semana passada, comecei a falar de uma volta de MOVE que dei com minha mãe, (postagem aqui) iríamos de casa pra Estação Barreiro, pegaríamos o 6350 até a Estação Vilarinho, de lá o 66 até a ET Silviano Brandão, depois 83P até o Centro, depois na ET Rio de Janeiro (único local que dá pra fazer a conexão entre os 2 corredores),  50 até a Estação Pampulha, depois o 64 até a Estação Venda Nova. Para iniciar o retorno, pegaríamos o 61 até o Centro e o 30 Direto até a Estação Diamante e depois, casa. Já falei até a parte do 66, onde estávamos em meio a um pega entre 10702 e 20486, agora você vai saber quem levou a melhor e o que rolou no resto da volta. A novidade que eu prometi anunciar na semana passada, será anunciada no fim do post. Boa leitura a todos!
Chegando na Silviano Brandão o 20486 parou primeiro, por que esta ET tem dois módulos como as demais, porém como ao longo da Vilarinho, os módulos são unidirecionais: um sentido Estação Sion Gabriel e outro sentido Centro. Depois que o 20486 foi embora, o 10702 parou e nós descemos, porém a quarta porta da ET não estava aberta, tivemos que ir pra terceira e finalmente descemos para nosso segundo chá de cadeira, só que aqui era só o chá, nada de cadeira.

Recapitulando, segundo carro que andei no dia. Foto: Gabriel Oliveira/Ônibus Brasil

Ficamos uns 20 minutos lá, e nisso senti vontade de me jogar da ET, por que depois do 10702 saiu na 66 um dos poucos Millennium BRT K310IA.  Não me lamentei por que gosto de Scania (prefiro um O500 bem afinadinho), mas eu gosto mesmo de carros raros. Até que finalmente apareceu o 20598, um Granmetro B340M da Torres, na 83P.
Carro em que fomos até o Centro. Foto: Jordan Silva/Ônibus Brasil
Fomos nele pro Centro e ao chegarmos na estação fomos logo pra fila do 50, onde ficamos 1 minuto, pois logo o 40503, Viale BRT O500MA/2836 Bluetec 5 da Coletur veio na 50. O carro tava bem conservado, o AC dele tava gelando - muito - bem, em nada lembrava o 10702. O motorista praticamente voou pela Antônio Carlos, e o som dele tava afinadinho, nota 10.
Carro em que fomos do Centro a Pampulha. Foto: Adão Marcelino/Ônibus Brasil
Então chegamos na Estação Pampulha para nosso terceiro chá de cadeira (de novo sem a cadeira, só o chá) a espera do 64. Ficamos uns 25 minutos esperando-o, até que veio o 10780, Torino 2014 OF1724L Bluetec 5 da Rodap, e fomos nele até a Estação Venda Nova. Ele foi até bem e não tava muito barulhento - aliás, o que menos se ouviu no 1724 foi o som do 1724. Finalmente chegamos a Estação Venda Nova, para nosso quarto chá de cadeira, e novamente sem cadeira. Aliás, poderiam colocar cadeiras nas Estações pro chá de cadeira não ser propaganda enganosa. Lá, mais 35 minutos, já que a 61 tava operando de 20 em 20 minutos, e de pé até no Centro não ia dar. Depois veio o carro 10793 na 61 e fomos nele, e tava andando bem, AC tava de boa, bem confortável, e finalmente chegamos ao Centro.
Carro em que iniciamos o retorno. Foto: Guilherme Estevan/GBBM/Ônibus Brasil
Lanchamos e fomos embora, no carro 4342, Apache S21 SC OF1722M da Sidon. Apesar de estar baleado, tava andando que nem notícia ruim. Finalmente chegamos até a Estação Diamante e pegamos um Torino 2007 OF1722M da Transmoreira na 1750. Depois disso, após 108km rodados exclusivamente de ônibus. Foi legal rodar BH inteira só de ônibus e na maioria de MOVE. O que foi um pouco desgastante foram os chás de cadeira, mas com a eficiência nos trajetos conseguimos tirar o tempo dos chás.Para fazer esse trajeto antes do MOVE, eu e minha mãe teríamos que desembolsar "singelos" 31 reais, mas naquele dia gastamos menos da metade desse valor e com o lanche saiu por quase a metade do que gastaríamos antes. A população ganhou muito com o MOVE, tem melhorias a serem feitas, mas a agilidade do MOVE já é um grande ganho para o povo.
Agora, vamos a novidade: fevereiro e março foram meses com postagens bem espaçadas, com enormes intervalos entre 2 postagens (chegamos a bater recorde de 21 dias sem postagens), e isso estava fazendo com que muitos perdessem o interesse em vir aqui, pois muitos sempre vinham nas sextas ver se tinham coisas novas e não tinha nada novo. Assim, a partir deste mês, na ultima sexta de cada mês (salvo se neste dia eu estiver em viagem), teremos um editor convidado, sempre um admirador de ônibus, que irá escrever um texto do assunto que quiser. Portanto, já na sexta que vem estaremos com a postagem de um editor-convidado.
Agradeço a todos pela leitura, abraços e até semana que vem!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Uma volta de MOVE (Parte 1)

Olá amigos, boa noite! Após 20 dias parado com o blog, finalmente estamos de volta. Era pra ter ocorrido publicações na semana passada, porém por motivos pessoais (quem me conhece sabe o que pegou na semana passada) não rolou. Mas passada a semana passada, volto e com novidades: a partir desse mês, ao invés de em média 2 publicações mensais, teremos em média 3 publicações mensais nos próximos meses, o motivo é uma novidade que contaremos semana que vem. No rodapé do blog ficará fixo as datas das próximas postagens, que poderão sofrer alterações. Agora vamos a postagem de hoje: a postagem falará sobre uma volta de MOVE que fiz em janeiro deste ano. Boa leitura a todos!!!
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015. Tirei o dia pra levar minha mãe para uma volta de MOVE. Passaríamos por todos os corredores e terminais, exceto o Sion Gabriel, e agora convido você que não é de BH (ou é, e nunca andou de MOVE) a vir conosco de carona. Como sempre, eu traçei um pequeno roteiro: de casa iríamos pra Estação Barreiro, pegaríamos o 6350 até a Estação Vilarinho, de lá o 66 até a ET Silviano Brandão, depois 83P até o Centro, depois na ET Rio de Janeiro (único local que dá pra fazer a conexão entre os 2 corredores),  50 até a Estação Pampulha, depois o 64 até a Estação Venda Nova. Para iniciar o retorno, pegaríamos o 61 até o Centro e o 30 Direto até a Estação Diamante e depois, casa. Até a Estação Barreiro, pegamos o 330, um Vip II 1722, carro 40119 da Independência. O carro foi muito bem até a Estação, porém ao chegar lá um GranVia 2014 OF1724L Bluetec 5 da Sagrada Família Ônibus (Grupo $aritur) estava saíndo. Tomamos o primeiro chá de cadeira do dia: 20 minutos esperando o bendito 6350. Por volta de 10:00 veio outro GranVia 2014 da Sagrada Família, carro 20614, no qual iríamos até Vilarinho.
Carro em que fomos até a Estação Vilarinho. Foto: Guilherme Estevan/GBBM/Ônibus Brasil
O carro estava com o AC gelando bem e na TV do carro passavam notícias e pegadinhas estilo as do "Só Risos", programa da Band, e por alguns minutos chegou até (pasmem) tocar música, porém a única que tocou inteira foi Hideaway, de Kiesza. O carro se desempenhou bem por quase todo o trajeto, porém ele teve uma perda de força próximo a garagem da Euclásio, mas nada que apagasse o bom desempenho do carro.  Chegamos na Estação Vilarinho, e antes da próxima etapa vou fazer uma observação sobre a entrada dessa Estação. A entrada, pra quem vem da Pedro I, além de ser complicada, é coisa de louco, a começar pela alça de acesso. A alça é um pequeno túnel, o que seria normal, se não fosse um ângulo de 180 graus, ou seja, vira ate dizer chega! Depois, a rua tem uma inversão de fluxo, sendo em mão inglesa por alguns metros, aí você pensa: finalmente chegamos, e realmente chegamos. Ao Terminal Vilarinho, setor metropolitano da Estação. Cruzamos todo o setor e subimos num viaduto, depois descemos e aí sim chegamos a Estação. Lá já tinha um Millennium BRT O500MA/2836 Bluetec 5 da Progresso, que sairia na 66, por não ter lugar junto pra nós dois, esperamos o próximo, que sairia dali a 6 minutos. E justamente numa linha quase 100% Millennium BRT, veio um Viale BRT O500MA/2836 Bluetec 5 da Saritur (Jardins), carro 10702 (sim, ele mesmo: irmão do finado 10701, que se "suicidou" em junho de 2014, rodando pela 61) e fomos no fim do segundo vagão.
Segundo carro que andei no dia. Foto: Gabriel Oliveira/Ônibus Brasil
Ele saiu até bem, porém o Ar Condicionado tava muito fraco e a traseira muito quente, minha mãe até perguntou se o carro tinha Ar Condicionado, se desempenhou bem pela Cristiano Machado antes do Anel, mas no 1° de Maio iria descer uma mãe com criança de colo, mas o motorista saiu e ignorou, o que fez a moça cair, aí eu e vários passageiros do vagão começamos a gritar pro motorista parar enquanto a mulher chingava até a vigésima geração do motorista, finalmente ela desceu e a gente seguiu viagem. Na entrada do corredor começou um "pega" entre 10702 e 20486, Doppio da SM que tava justamente na 83P (que pegariamos logo em seguida). Sempre o 20486 parava no primeiro módulo, o 10702 seguia e parava no segundo módulo. 30 segundos depois o 20486 aparecia e deixava a gente pra trás. Foi assim da ET Ouro Minas até na ET Sagrada Família. O que aconteceu depois? Quem levou a melhor, 10702 ou 20486? Nós conseguimos pegar o 83P? Essas e outras perguntas serão respondidas na semana que vem!
Agradeço a todos pela leitura, abraços e até semana que vem, com a continuação da postagem!