sábado, 28 de fevereiro de 2015

Paralisação do blog

Olá amigos, boa tarde. Infelizmente estou anunciando a paralisação do blog por tempo indeterminado. Estou sem PC e nenhum dos apps de editor de texto deixam a publicação do jeito que gosto. Nos próximos dias vou tentar passar o blog para outra pessoa editar, até eu ter condições de voltar.
Agradeço a compreensão de todos, e até qualquer dia.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Especial de Carnaval: Sobrevivendo a uma viagem de 12 horas em um ônibus sem AC e banheiro.

Boa noite amigos e um bom feriado a todos! Nosso especial de carnaval é exatamente uma viagem que fiz no carnaval de 2010 para Guarapari, porém o ônibus não tinha nem Ar Condicionado e nem banheiro. Tá curioso pra saber como foi? Então vejamos como foi a viagem.
Sexta-feira, 12/02/2010. Foi um dia bem tranqüilo, em vista de outras viagens como aquela que eu havia feito (fiz esta mesma viagem em, 2006, 2007 e 2008, variando apenas o destino). A correria se concentrou mesmo nas duas horas anteriores a viagem (entre 17h e 19h). Um pouco antes, vi na TV de casa o MG Record – ou melhor, uma parte dele – que estava falando exatamente do trânsito na saída de BH para o litoral capixaba, trânsito que estava preparado para nós daqui a algumas horas. Como combinado previamente, saímos de casa logo após a ligação do meu pai (que iria ser, mais uma vez, o motorista do ônibus). Para a nossa sorte, estava passando um ônibus, então corremos muito, mas pegamos o ônibus. Eu carregava comigo uma mochila com um pouco de dinheiro (que eu havia juntado para a viagem) e algumas guloseimas que eu haveria de consumir durante a viagem, minha mãe e irmã também levavam consigo bolsas (já que as malas meu pai já havia levado). Chegamos ao local combinado e atravessamos a rua, um tempo depois meu pai apareceu com o ônibus, que era um Busscar El Buss 320 Mercedes-Benz OF-1722M ano 2008, sem banheiro. Escolhemos nossos lugares – que depois seriam modificados, mas isso conto daqui a pouco – e eu fui para a cabine, que não tinha a poltrona guia e nem um banquinho, que fica disposto sobre uma caixinha com algumas coisas para o motorista usar caso necessário, presente em alguns carros da empresa (em especial, os da Comil).
Ônibus em que fui de BH para Guarapari. Foto: Alysson Ferreira/Ônibus Brasil
Ao chegar no primeiro dos 10 zilhões de locais de embarque, boa parte dos 48 passageiros embarcou com suas 10 toneladas de bagagem, o suficiente pra lotar o bagageiro do carro, de modo que os passageiros que embarcaram em seguida tiveram que colocar suas malas dentro do ônibus (o que em tese não pode, mas ok, fica como bagagem de mão). Saímos então dali, e fomos pro segundo lugar de embarque, pegamos mais gente, e depois na Cidade Industrial, pegamos um passageiro, e seguimos para o Minas Shopping, onde pegaríamos o ultimo grupo de passageiros. O motorista passou algumas informações básicas (tempo previsto de viagem, paradas, uso de bebidas alcoólicas e necessidades fisiológicas, já que o ônibus não tinha banheiro) e o ônibus saiu de Belo Horizonte com destino a Guarapari (numa época onde pobre era bem recebido por lá). Enquanto isso, o cara que organizou a viagem reiterou tudo e depois todo mundo fez a oração do Pai Nosso. Após andar quase 4km, chegamos  ao engarrafamento, onde passaríamos boa parte da primeira parte da viagem. Se vocês acham que o povo ficou triste, decepcionado e chingando meio mundo, se enganaram. Tava todo mundo feliz e já tomado pelo espírito de Carnaval. Alguns estavam andando pela rodovia parada, muita gente na cabine, conversando com o pessoal dos outros ônibus. Após 1h e 15, não andamos mais do que 2km. Deu 0hs e ainda estávamos dentro de BH. Depois disso começamos a andar mais, mas não o satisfatório pra viagem render. Após 40 minutos, começou mesmo a viagem, o ônibus começou a andar e todo mundo foi obrigado a deixar a cabine. Um pouco depois o ônibus parou pra todo mundo descer e fazer suas necessidades (não seria a única vez, mas deixa pra depois). Por  volta de 2h30 chegamos a João Monlevade, o motorista não fez a parada por que o local estava bem cheia. Depois o tráfego deu uma aliviada – pois o grosso mesmo era quem estava indo pro Vale do Jequitinonha, Vale do Aço, Vale do Mucuri e praias do norte capixaba e sul baiano, que seguia pela 381. Passamos então por cidades da região Central, e numa conversa na cabine um dos passageiros revelou que nunca havia ido a praia, então fomos tentar contar pra ele como era a praia, depois ele descobriu como era. Por volta de 5 da manhã, chegamos a Realeza, e paramos no Barrigão, que estava lotado. Tivemos que deixar o ônibus meio longe do restaurante, e fomos para o caos. Banheiros lotados (de modo que mulheres já estavam usando o banheiro dos homens), não tinha salgados direito para venda, e as mesas lotadas. Após isso,começamos o segundo trecho e ultimo. Após ficar acordado a noite inteira, cochilei por uma hora e meia, e acordei por volta das 7 da manhã, e vi as primeiras placas que indicavam o nome da cidade de Ibatiba. Assim, estávamos já no estado do Espírito Santo.
Aqui, a traseira dele. Foto: Alysson Ferreira/Ônibus Brasil.
  Por volta de 8h30, chegamos a Venda Nova do Imigrante, marcando que era o fim [da viagem] estava próximo! Iria ser as ultimas duas horas, assim chegaríamos no meio da manhã, o que garantia a tarde inteira na praia, porem acabou se estendendo por mais uma hora e meia (no caso até o meio-dia). Por volta de 9h30 faltavam 68km pra chegar ao destino, tudo conspirava para que 10h30 estivéssemos na praia, porem uma obra de recapeamento na Serra de Campinho, que estava em esquema de “PARE/SIGA”, fez com que nós ficassemos parados por 50 minutos. Assim, todo mundo aproveitou pra fazer suas necessidades. Passamos do engarrafamento e rodamos por mais 40 minutos, e chegamos a entrada de Guarapari por volta de 11h30, mas não era o fim da viagem.  Paramos na entrada da cidade para seguir uma determinação da prefeitura (identificação do ônibus e orientações aos turistas), e fomos a procura da casa. Ficamos 30 minutos rodando, e por volta de 12h a viagem se encerrou após 13h30 e 547km rodando, e muito engarrafamento e zueira. Mas eu sobrevivi a viagem no dianteiro, coisa que hoje só suporto por no máximo 130km.
Agradeço a todos pela leitura, abraços e até a próxima!
AVISO: A PARTIR DA PRÓXIMA SEMANA AS PUBLICAÇÕES SERÃO SEMANA SIM/SEMANA NÃO (ao contrário do que foi feito até aqui, com publicações semanais). PORTANTO NÃO TEREMOS PUBLICAÇÕES NA PRÓXIMA SEMANA.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Estreia do MOVE Antônio Carlos



Boa noite, amigos! Hoje falarei sobre o inicio das operações do Corredor Antônio Carlos, o segundo a ser inaugurado. Boa leitura a todos!
No dia 17/05/2014 entrou em operação comercial o segundo corredor do BRT MOVE, Antônio Carlos. Então eu marquei com um amigo de irmos na estréia, num esquema parecido ao que fizemos na estréia do corredor Cristiano Machado: eu saí de casa, fui até o centro e encontrei com ele por lá. Na hora de ir, fui num carro raro em BH: carro 30440 da Paraense, um Torino 2007 VW 17.230EOD Turbo ano 2012. Ele é raro pois existem somente 22 unidades em BH: 10 da Transimão e 12 da Paraense (6 carros ano 2011 e 6 ano 2012). Esses tem um som mais grave, é um pouco mais potente, mas também dá muito tranco nas trocas de marchas e paradas e balança muito, a ponto de isso ser perceptível até a passageiros comuns. (vou entrar nesse assunto em outra postagem) 

Carro em que fui até a Estação Diamante. Foto: Bruno Fernando/Ônibus Brasil
Ao chegar na Estação Diamante, peguei a fila do 30 Direto, e veio um Vipinho III OF1721L, carro 30548. Uma maravilha aquele carro, ele tem suspensão a ar e bancos tipo BRT, extremamente confortável, e o motorista andou muito com o carro. Cheguei até rápido no Centro, e encontrei com meu amigo para pegarmos o primeiro carro do MOVE, que conforme acertado no planejamento logístico, seria a 50. Embarcamos no carro 10732 da Milênio, e começamos um pequeno tour pelo Centro, levamos 30 minutos pra conseguirmos sair do Centro. Ainda bem que essa falha foi alterada, o que derrubou o tempo de itinerário no centro pela metade.  O ar do carro estava bem regulado e ele andou muito bem pela Antônio Carlos, subiu bem os morros pesados. Este carro já foi citado aqui no blog, na postagem "Acabando com o estigma do K310IA".
Ao chegar na novíssima Estação Pampulha, pegamos o 10709 da Plena, na linha 52, que era a paradora do corredor. Enquanto colocávamos o papo em dia, fizemos a viagem, que completa – ida e volta – é um saco. O carro foi e voltou bem, AC bem regulado, apesar de na primeira curva o ar ter vazado água e quase ter molhado o headphone que eu tinha na época.
Carro em que eu e meu amigo demos uma volta pelo Corredor Antônio Carlos. Foto: Guilherme Estevan/GBBM/Ônibus Brasil
 De volta a estação Pampulha, já tava na hora de voltar pra casa, então pegamos o carro 10705 da Transimão na 51. O carro tava andando bem, AC gelando bem também, o que me surpreendeu por ser da Transimão. Chegamos ao centro, fizemos um lanche e pegamos outro Vipinho na 30 Direta, carro 30549.

Carro da Transimão que andamos. Foto: Guilherme Estevan/GBBM/Ônibus Brasil
 O motorista veio muito bem, e chegamos rápido na Estação Diamante, de lá cada um foi pra sua casa, eu fui de novo no Torino VW Turbo, pondo fim ao dia de estréia. 
Agradeço a todos pela leitura, abraços e até a próxima! Ah, já ia esquecendo: teremos especial de Carnaval na sexta que vem!