sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A caminho de São Paulo - pela primeira vez!

Boa noite galera! Semana passada não tivemos publicação por motivos bem pessoais. vida social em primeiro lugar. Nesta postagem, falo sobre a primeira vez que eu estive em São Paulo, fui a bordo de um confortável Vissta Buss, e agora trago para vocês como foi esta viagem. Novidade: os dois textos mais lidos do blog foram revisados e atualizados para o novo padrão de links e citações. Se você já leu, será possivel acessar de forma mais fácil os links externos e/ou outras postagens externas, se você não leu ainda, leia, tenho certeza que vocês irão gostar.
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2012. Eu estava numa garagem de ônibus, no bairro Filadélfia, onde eu pegaria o ônibus para viajar pela primeira vez a São Paulo. Eu só soube em qual ônibus que eu iria viajar ali naquela garagem. As únicas informações prévias que eu tinha era que o ônibus era um Busscar (“Busscarzão”, como disse meu pai) da Viação Esmeraldas. Lá, eu soube que era um Busscar Vissta Buss HI Mercedes-Benz O400RSD, ainda sem o nome da empresa, de prefixo 4500. Aquele ônibus havia pertencido a Viação Garcia e a Pitangui Turismo (só soube isso depois, já que na época eu ainda não tinha smartphone, e o do meu pai era 2G, uma conexão beeem manivélica) e havia sido comprado alguns dias antes. Após resolver algumas coisas na garagem, partimos no carro com destino ao Centro de Belo Horizonte. Só deu tempo de perceber que ele era espaçoso, já que ele tinha 42 lugares – bem distribuídos, por sinal – e era um carro de 14 metros.
Foto do carro em que eu viajei. Nessa ocasião estávamos no Centro. Foto minha mesmo.
A geladeira dele ficava em um ponto que eu nunca tinha visto em um ônibus: entre as ultimas poltronas do lado direito e o banheiro, e entre a geladeira e o banheiro tinha um pequeno espaço. A porta do banheiro era de duas folhas, coisa que eu também não havia visto. Ou seja, era um carro grande, espaçoso e com uma ótima distribuição interna. Chegando no Centro, ficamos um pouco por lá esperando o pessoal e depois fomos para a Cidade Industrial, onde iríamos pegar o restante do pessoal. Porém o motorista foi pela Amazonas, aí foi 1 hora no trânsito pesadíssimo da Amazonas. Depois disso, chegamos a Cidade Industrial, pegamos o resto do pessoal e partimos para São Paulo. Pegamos algum trânsito na saída de BH – normal pro dia e horário em qualquer situação que não seja feriado nacional – e só conseguimos desenvolver na passagem por Betim. Porém durou pouco, logo após a passagem pela barreira da PRF em Betim, o trânsito parou. E assim foi por uma hora, totalmente parados. Só conseguimos sair as 20:00 de BH, ou seja, um puta atraso. Pegamos os últimos passageiros em Igarapé, e depois fomos subir a serra. Não demorou muito e começou a trovejar, prenúncio de que não demoraria a chover. E não demorou. A chuva começou, e o motorista acabou optando por ir mais devagar. Depois, eu descobri que ele era deitão mesmo, já que vários carros acabaram nos ultrapassando. Resultado: 4 horas de BH ao GRAAL de Perdões. Paramos por lá perto de meia-noite, eu comi algo, e dei uma clicada por lá. Depois voltei pro ônibus para continuar a viagem. Ali foi feita também a troca de motorista, agora veríamos se o motorista que assumiu não era deitão como o primeiro.
Carro em que viajei ainda pela Garcia. Foto: Robson Alves/Ônibus Brasil
 A segunda parte começou muito bem, o motorista desempenhou altas velocidades e até ultrapassou outros ônibus. Finalmente pude então ver como o O400RSD, já que o primeiro motorista era bem deitão. Ele se desempenhou muito bem pela Fernão Dias, era um ótimo carro. Por volta das 4:20 da manhã, um clima de impaciência tomou conta dos passageiros. Já eram 8 horas rodando (contando com engarrafamentos e retenções, chegava a 11 horas de viagem pra alguns passageiros, incluindo eu) e nada de chegar a São Paulo. Foi mais uma hora no ônibus, até que 5:30 da manhã finalmente chegamos ao nosso destino. Horas mais tarde era o retorno. Marcado para 14:00, muita gente atrasou pra voltar ao carro, o que gerou atraso de 1 hora. Saímos 15:00 de São Paulo, com muita chuva. Não ocorreram muitas novidades na volta: eu dormi, depois fizemos paradas no Euronav de Camanducaia, no GRAAL de Perdões, dormi mais e enfim chegamos a BH. A viagem foi muito boa, o carro era muito confortável, e teria sido melhor ainda, se não tivesse sido mais longa do que realmente é, pois depois em outras viagens, vi que o trecho dá pra ser feito com 8 horas pra cada lado. Mas depois vieram boas experiências e boas histórias vividas naquele trecho.
Espero que tenham gostado do texto e agradeço a leitura. Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Acabando com o estigma do K310IA

Boa noite, amigos! Após já ter falado sobre a Scania nas ultimas 3 postagens, falaremos dela mais uma vez, mas agora, para desestigmatizar o K310IA, presente no MOVE, o BRT de Belo Horizonte. Novidade no blog: a partir desta postagem, os pontos em negrito que não estiverem em itálico são links com conteúdos externos ou outras postagens do blog.
No texto "O irmão do Doppio Mais famoso de BH", publicado no dia 19/12/2014, deixei claro que aquela não era minha opinião final sobre o K310IA:

"Fiquei com raiva do K310IA, até eu andar nos também Doppios K310IA 10732 e 10735, da Milênio, mas essas histórias ficam pra outras ocasiões." (Breno, Eric. 2014)
Pois bem, esta outra ocasião chegou. A experiência no carro 10717 da São Dimas foi traumática o suficiente para que eu passasse a detestar o K310 Urbano (no rodoviário foi mil maravilhas a viagem). Até 17/05/2014. Naquele dia entrou em operação comercial o segundo corredor do BRT MOVE, Antônio Carlos. (Só para situar os não-moradores de BH, o primeiro corredor, Cristiano Machado entrou em operação comercial em 08/03 (eu estive na estreia e postei aqui a primeira viagem que fiz), e o corredor Pedro I entrou em operação parcial em Junho, junto com o Vilarinho). Na ida para a Estação Pampulha, apareceu o carro 10732 da Milênio, um Doppio K310IA, na linha 50 (Estação Pampulha x Centro - Direta). Embarquei nele com um amigo e fomos para a Pampulha.

Carro 10732 em operação  na 50. Foto: Moises Ogawa/Onibus Brasil
 A diferença dele para o 10717 foi percebida já na entrada: o Ar Condicionado dele estava regulado corretamente, como deveria ser. Após o embarque, o carro fez um city tour pelo Centro, graças ao itinerário mal planejado a época pra linha (Hoje esse itinerário foi corrigido). 30 minutos após o embarque, entramos no corredor Antônio Carlos. O motorista conduziu bem o carro, e ele não patinou em lugar nenhum, pegou subidas mais íngremes que o 10717 na Cristiano Machado e em nenhum momento tive a sensação de que iria chegar a Estação Pampulha sem audição. Eu comecei a desestigmatizar o K310 depois daquela viagem pela 50, por que ele se mostrou bom carro. Mas não foi suficiente para tirar o estigma do K310. Em Outubro, eu e um amigo tiramos o dia pra andar nos movinhos (eu nunca tinha andado), porém pelo que havia sido acordado, iríamos pra Estação Venda Nova - de movinho, é claro - e lá pegariamos o 61 (Estação Venda Nova x Centro - Direta), que é composta de Doppio K310IA e... é isso mesmo, só Doppio K310. Então tentei esquecer do estigma e fui. Chegando lá o 10735 (advinha? Doppio K310IA) já estava parado. Entramos nele e ocupamos os assentos no fim do carro.

Carro em que eu e  meu amigo fomos pro Centro. Foto: Gabriel Oliveira/Onibus Brasil
 Não demorou muito e ele saiu, já na pressão, correndo bastante. Ao atracar nas ETs ele chegava e atracava direto, sem lerdeza nenhuma, e assim ele foi embora, correu muito, e na Santa Rosa ele deixou pra trás um Millenium BRT O500MA e logo acima, antes do viaduto com o Anel largou pra trás um Mega BRT B340M. Ou seja, tava arrebentando com tudo, depois dessa foi impossível acabar com o estigma do K310. Após muito correr, chegamos ao Centro, e aí sim foi possível retirar o estigma do K310, já que finalmente tive uma boa experiência com ele.
Muito obrigado a todos pela leitura, abraços e até a próxima!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Conhecendo (pra valer) a Scania

Boa noite amigos! Após um curto período de descanso, estamos de volta. Hoje vamos falar sobre a minha primeira viagem longa a bordo de um Scania rodoviário, o K420. Boa leitura a todos.
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014. Eu ainda estava em casa, e caía chuva lá fora. Já estava tudo definido e pronto, minha mochila estava pronta, as baterias do outro celular carregadas, enfim, restava ir. Eu estava esperando ir no carro 107 da Honofre Turismo, um G6 1550LD O500RSD, que já esteve por aqui. Então saí de casa. Ao chegar no local, fiquei aguardando no carro – com minha família – até o ônibus chegar, já que ele – e a maioria do pessoal – estava atrasado. Eu estava esperando o LD, mas quem apareceu foi a tal “Scaninha”, como dizia meu pai, que era um Comil Campione 3.65 Vision Scania K420, carro 127 da Honofre Turismo. E ele tinha história, foi o ex-17000 da Gontijo, carro que foi enviado pela Comil para testes na Gontijo, porem foi reprovado e ali estava.

Carro em que viajei ainda na sua antiga empresa. Foto: Kleisson Gonçalves/Ônibus Brasil
 Fiquei decepcionado por dois fatores: por ele ser Scania – eu aguardava o Mercedes, e quem já leu o blog sabe a birra que eu tinha com a Scania (graças ao 10717 da São Dimas) e a supremacia que o O500 tem sobre a Scania (também já falei disso rapidamente por aqui), e por não ter tomada – a bateria do meu celular é baleada de fábrica, é um pouco fraca para as funcionalidades dele, assim, a bateria acaba rápido demais. Mas embarquei disposto a conhecer o K420 e o que ele tem de bom, assim como o Marcelo Castro (editor do Rodoviária Digital), experiência descrita no texto "Laique a bós", que coincidentemente, eu havia lido umas 3 horas antes de sair. Ele termina seu texto com as seguintes palavras:


"Se tiver a oportunidade de viajar em algo similar a isso, aproveite. Pode ser divertido." (Castro, Marcelo. 2013)

Com este espírito, embarquei. A início, todos os que viajavam comigo se queixavam de algo (uns da altura, outros da ausência de geladeira, outros da ausência de Wi-Fi, eu da ausência da tomada e alguns reclamavam – acredite – da cor verde-claro do interior do carro, em forma de ironia), porém aquele bom espírito prevaleceu e eu fui esquecendo quase tudo (exceto a ausência da tomada, aliás, meu celular que não me deixava esquecer, já que o indicador na tela vivia baixando) a medida que o ônibus andava. Ou melhor, tentava andar. O trânsito estava congestionado graças a chuva, e especialmente na região onde eu iria passar, Cidade Industrial, por causa de um show da dupla sertaneja Zeze de Camargo & Luciano, mas conseguimos finalmente passar e entramos na Fernão Dias. O ônibus foi andando bem redondo na estrada naqueles primeiros quilômetros, cenário perfeito pra uma noite chuvosa.



Ônibus em que viajei no GRAAL Bela Vista. Foto: Eric Breno da Silva
 E depois de uma retenção no Citrolândia, o sueco começou a andar bem rápido, e ia se revelando um chassi que fazia algum barulho, e chegou a me lembrar –  acredite – o O500RSD. O primeiro desafio era a Serra de Igarapé. Nem era desafio pra ele, já que nos tempos de Gontijo 17000 ele fora fixo nessa rota, – depois foi para a Mantena x Porto Velho – então ele estava em casa. Mas pra mim, era algo novo rodar mesmo de K420, pois percebi que um mito criado por mim, após uma visita na Gontijo e uma volta no 14950 dela, de que o Scania não faz barulho, era mentira. Ao barulho dele, atribuo quase a mesma frase que defini o som do O500RSD:


"Fazia algum barulho, é verdade, mas não era uma barulheira que trazia incomodo". (Breno da Silva, Eric, 2014)

E assim a viagem foi seguindo, o carro se mostrou eficiente, espaçoso e confortável. O único ponto questionável era o encosto de pernas, que era estreito demais pra mim, logo, insignificante (houve um trecho da viagem de volta que não utilizei-o, conto a seguir), porém deixei-o estendido. E o problema foi a configuração enviada pela Comil, já que vi fotos de um Campione da Transbrasiliana (que um amigo me enviou no facebook) em que o encosto era bem mais largo. E não era cisma de quem aguarava um Semi-leito, semanas depois peguei carona no 19060 da Gontijo, durante encontro do grupo Amigos do Trecho (inclusive esse carro em que eu viajava apareceu no encontro), e tirei a conclusão que o problema era a configuração. Mas não era algo extremamente desconfortável, eu enfrentei situações bem mais desconfortáveis (a experiência viajar num G6 2000 O400RSD 50tão de BH pra São Paulo não foi muito confortável, menos confortável ainda foi encarar G7 1050 OF1722M 49lug. uma semana depois, sorte que a viagem era curta) ano passado, e estou vivo. A mensagem padrão do carro era (além de hora, data e temperatura) algo sobre não esquecer as bagagens de mão no bagageiro interno (quem decora mensagens padrão de ônibus para fazer texto para um blog?).

Foto do Interior do carro (minha poltrona era aquela onde está o logo do blog). Foto: Eric Breno da Silva
Nas telas de LCD, estava passando o filme "Frozen: uma aventura congelante", porém eu não quis ver, pois filme eu vejo na minha casa (e no caso, vira e mexe tá passando no Telecine), já um K420 rodando não. Preferi prestar atenção no motor e na estrada, e assim foi até o GRAAL de Perdões. Lá fizemos a única parada da ida, que era pra durar no máximo 30 minutos, mas durou 50 minutos graças as longas filas dos caixas, situação que ocorreu por que todos os ônibus que estavam indo de Belo Horizonte pra São Paulo, ficaram presos nos congestionamentos da saída de BH, e atrasou a viagem. Some as excursões de romeiros para Aparecida, e pronto: tava feita a zona no GRAAL. Nisso deu tempo de tentar clicar, ficar de boa  vendo o movimento, carregar o celular um pouco, deu tempo do Tigre chegar, eu entrar na cabine, voltar pro ônibus e ficar um pouco lá, antes de sair. E saímos. O segundo motorista agora iria mostrar serviço, o Retarder também (que até ali havia feito poucas e timidas aparições). A intenção era gravar um áudio na segunda etapa, as condições eram quase favoráveis (eu tava na 46, sem ninguém do meu lado, e o ônibus andando bem), exceto pela conversa incessante. Então mexi um pouco no celular, e depois fui dormir. Acordei nos arredores de São Sebastião da Bela Vista, e vi que todos dormiam, então, taca-le pau nesse áudio, gravado na região de Pouso Alegre. (Esse áudio vai estar disponível pra vocês na sexta-feira que vem) Depois, voltei a dormir, pois estava bem cansado (acordei 6 da manhã aquele dia, assisti as aulas na escola, dormi por 1h30 antes da viagem, havia dormido após a parada, e ainda tava com sono. Isso por que nem usei a manta). Acordei só no sulzão de Minas, em Camanducaia. Acordei em tempo de ver o retarder em ação na região da Mantiqueira. E o motorista tava mostrando serviço, andando bem demais, e assim foi até o pedágio de Mairiporã, onde excepcionalmente houve a troca de motoristas. O motorista que havia feito BH - Perdões voltou ao comando e fez bem a Serra da Cantareira. Finalmente haviamos chegado a São Paulo. A volta de São Paulo não teve muitas novidades na operação e na viagem: eu dormi mais, meu celular carregou na tomada dos motoristas, gravei mais dois áudios quando acordei: um na região de Extrema, outro entre o Euronav de Camanducaia e o pedágio de Cambuí, um dos lugares na volta onde o retarder mais atuou, a fina que ele tirou de um G7 K400 da Gontijo após a saída do GRAAL Bela Vista (que não estava tão cheio quanto Perdões), dormi mais, e por fim chegamos a BH novamente.

Outra foto do carro em que eu viajava. Foto: Eric Breno da Silva.
Em linhas gerais, eu gostei demais da viagem, a Comil é uma ótima carroceria, confortável, e sobre o chassi, deixo duas publicações que fiz no meu facebook durante a viagem, para encerrar o post:
"Eu conhecia a Scania dos anti-Mercedes, já tinha viajado de K310, mas hoje fui apresentado de fato a Scania. K420 muito bom!" "Nunca pensei que faria uma viagem tão boa a bordo de um Scania![...]"
Muito obrigado pela leitura, os vídeos dos áudios deste carro estarão disponíveis na próxima sexta-feira. Abraços a todos e até a próxima!