sexta-feira, 29 de maio de 2015

Queda da qualidade da Marcopolo (Por Gabriel Figueiredo)

Boa noite amigos! Hoje, dando seguimento ao projeto de editores convidados, vamos com um texto feito por Gabriel Figueiredo, que fala sobre a queda da qualidade da Marcopolo. Boa leitura a todos! (Obs.: As fotos foram escolhidas pelo próprio editor.)
Queda de qualidade: E aí? Falta de compromisso? Displicência na produção? Materiais de baixa qualidade? Ou um emaranhado com todas essas possibilidades?
Torino 2014 da Transmoreira. Foto: Gabriel Oliveira/Ônibus Brasil

A Marcopolo colocou em fabricação no ano passado o Novo Torino (2014), carro para chassis urbanos. Muito lindo, talvez a carroceria mais bem desenhada de todos os tempos pela Marcopolo, tecnologia bem desenvolvida dentre outros fatores que o colocam no projeto como perfeito. Entretanto, em todos os carros que eu entrei (e não foram poucos já que nas linhas 1740 e 1730 são muitos em operação e no Move de Belo Horizonte e região metropolitana nem se fala) observei que vários componentes internos estavam soltos ou mal colocados, ficavam batendo e faziam barulhos muito chatos além de que acabavam também estragando muito rapidamente, causando desconforto aos passageiros e prejuízos para as empresas. É só o Torino 2014? O problema é do projeto? Não. Há ainda por aqui Torino 1999 em circulação e a qualidade deles é admirável. Carros com 9,10 anos em operação fazem viagens mais agradáveis em relação ao Novo Torino, sendo que a tecnologia empregada nos chassis mais antigos é praticamente primitiva perto dos atuais Euro 5 e na carroceria idem. Porém, já vem do modelo de 2007 a queda da qualidade.
Torino 2007 da Transcbel. Foto: Moisés Magno/Ônibus Brasil
Torino 1999 da Viação Paraense. Foto: Wellison Oliveira/Ônibus Brasil.
Em relação ao 1999, a impressão que se passa é que os materiais empregados são mais frágeis e a instalação (colocação de parafusos e arrebites) ficou mais displicente, tanto que em vários deles em que a idade já é mais avançada a situação é deplorável, e não é questão de as empresas não terem cuidado com os carros, pois não se dá somente em uma empresa que esse fato. E em vários Viale BRT a situação se repete, evidenciando assim, uma generalização da baixa qualidade dentro da empresa. A Marcopolo perdeu espaço para várias encarroçadoras, como Neobus(que aliás está com ótimas carrocerias porém ainda é inexperiente), a Caio Induscar que cresceu substancialmente na região Sudeste, e a Comil, por mim vista como a que produz os melhores carros em termos de qualidade e beleza. Outro ponto que me desagrada em muitos ônibus urbanos é a péssima qualidade da suspensão (culpa da indústria de chassis, como Mercedes-Benz e a atual MAN). E se tratando dos Torino 2014 que citei neste texto, todos possuem suspensão a ar, ou seja, jamais poderiam estar no estado em que estão. Sou um fã da Marcopolo, sempre a tive como a maior de todas, a que faz os ônibus mais bonitos, não redigi esse texto para qualquer tipo de picuinha ou reclamação destrutiva, mas sim, por um motivo de desabafo aonde coloco os pontos negativos da empresa que eu tenho conhecimento. Que a Marcopolo volte a ter a qualidade de antes, e que continue desenhando essas belezas que nos levam e nos trazem para onde temos de ir.
É isso aí, agradeço a todos por terem prestigiado o texto do Gabriel e que venham os próximos editores convidados! Conforme o cronograma, nas próximas 2 semanas não teremos atualizações, voltamos no dia 19/06. Abraços e até a próxima.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Repetindo a dose no LD da Honofre.

Olá amigos, boa noite! Hoje vou falar sobre uma viagem em um carro que já esteve aqui, o LD da Honofre Turismo, e agora vai estar por essas freguesias de novo, mas antes, vou falar um pouco sobre a transferência de linhas da Pluma para a Expresso Nordeste, inaugurando mais um padrão de postagem: textos que refletem unicamente minha opinião pessoal e que não estão diretamente conectados ao texto, estarão em negrito e itálico. Relembrando: negrito representa links externos que acrescem a postagem, itálico são nossas introduções e negrito + itálico opiniões pessoais desconectadas do texto. 
Muito tem se comentado sobre a transferência de 4 linhas da Pluma para a Expresso Nordeste (Foz x Rio, uma direta e outra provavelmente uma variante da outra, Marechal Cândido Rondon x São Paulo e Curitiba x Assunción/PY), porém graças aos bozós já se fala em falência, inclusive um aí deu até a data do fim da empresa, quem vai pegar as linhas, quais carros rodarão em uma das linhas, exagerando pra baralho nas suposições. A transferência de 4 linhas não representa o fim de uma empresa, embora a situação lá pelos lados dos Mansur não esteja tão boa assim. Esperem acontecer primeiro pra falar algo sobre depois. Agora vamos ao texto de hoje.
De início, eu havia me recusado a escrever este texto por que o carro já esteve aqui, mas como quem me comhece sabe que costumo fazer coisas assim, do nada eu resolvi escreve-lo, então vamo lá.
Sexta-feira, 11 de Abril de 2014. Após uma semana de correria e um fator já presente em nossos textos (a incerteza), na sexta eu me preparava para ir a São Paulo. Felizmente eu já sabia o ônibus e o conhecia, já havia viajado nele há 5 meses, era o carro 107 da Honofre Turismo, um Marcopolo Paradiso G6 1550LD Mercedes-Benz O500RSD 360cv, ano 2006, que havia pertencido a Brasil Sul, era o carro 2030 lá. Eu saí de casa, ainda no carro, e o motorista do ônibus ignorou a ordem de ir até o local determinado e foi até o local de desembarque da última viagem, aí desci do carro e já peguei o ônibus pra levar o motorista até o ponto de embarque. Subi e marquei meu lugar, 43 - janela e desci de novo pra cabine. Indiquei ao motorista o local da parada, desci e orientei o pessoal. Após pegar todos dali, finalmente saímos para a Cidade Industrial. Algumas instruções foram dadas e depois as poucas pessoas previstas para fazerem embarque na Cidade Industrial, o fizeram. Enfim, por volta de 19:15, saímos para SPO, e durante a saida, descobri, com auxilio de 2 primas que viajavam comigo, 4 tomadas no carro (2 sobre a 09/10 e 2 sobre a 43/44). Isso significava que eu poderia estar conectado a Internet pelo celular durante toda a viagem. Mas ainda não usufrui dela. Fui ouvindo música enquanto o ônibus andava pela rodovia, ainda com sinal de Internet bom. Conversava com um no whatsapp, com outro no chat do facebook, e por aí foi. Na serra de Igarapé, subiu com a mesma fugacidade que da outra vez.
Carro em que eu estava viajando pela segunda vez. Foto: Antônio Carlos Fernandes/Ônibus Brasil
 Talvez por eu já estar viajando nele pela segunda vez, não era novidade que ele subiria daquela forma. Nas telas do ônibus, que na viagem anterior não foram usadas, tava passando o filme Meu Malvado Favorito 2, o que criava uma competição feia entre a tela do celular, a música que eu ouvia, o filme e o OM457LA. Fiquei de boas no celular, enquanto via o ônibus de forma bem tranquila. Minutos depois eu fui pra cabine e fiquei lá, acompanhando a viagem. Na outra viagem, embora não tenha mencionado no texto, eu rodei um pouco na cabine, porém tive que ir de pé. Agora eu estava indo assentado, e fui até Perdões, foi mais ou menos 1h e pouca na cabine. Chegamos ao sarra as 9inha no GRAAL Perdões por volta de 22:00, como de costume, lanchei e fiz outra tentativa de fotografar, e também de costume, não deu certo. De volta ao ônibus, troca de comando. O motorista pegaria ali e iria até São Paulo, e com meu celular já a 40% de carga, coloquei pra carregar. Ele começou já num estilo esportivo, com trocas rápidas e rotações altas, tava um espetáculo, promovido pela Orquestra Sinfônica de OM457LA. Depois dos primeiros kms andando muito bem, ele passou a ir com calma, tranquilo, mas sem deitar pela estrada (lembramos que este infinitivo aqui significa que o motorista que fica deitando na estrada, na rua, na fazenda ou numa casinha de sapê, é chamado de deitão), o que ocorreu na primeira viagem que fiz a SPO em 2012 (onde os motoristas literalmente seguraram o carro em que eu estava viajando).
Carro em que eu viajei. Foto minha.
O motorista estava rápido, tanto que por volta de 00:30 já estávamos na região de Pouso Alegre, as 01:40 já estávamos em Camanducaia, região onde o motorista deu um show, andando literalmente na pressão, se não chegou a 100, o motorista é ótimo, pois a impressão foi essa, sempre a giros e velocidades altas, brecando apenas nas entradas de curvas e já retomava o carro.  Não demorou quase nada para cruzarmos a divisa MG/SP, com 13 mimutos já estávamos no estado de SP, e finalmente pegamos o trecho com sinal mais constante.  Definitivamente aquela já era a melhor apresentação do O500RSD que eu já tinha visto. A partir de Atibaia pegamos uma neblina tensa, até Mairiporã mais ou menos. Exatamente 02:47 saímos do pedágio de Mairiporã e comecei a cronometrar o tempo de descida da Serra da Cantareira, foram 11 minutos apenas pra descer toda a serra, e por volta de 03:00 já estávamos dentro da cidade de São Paulo, e as exatas 03:19 da madrugada chegamos em São Paulo, após exatas 8 horas e uma exibição impressionante do O500RSD.
Marcação no cronômetro do tempo em que ele desceu a Serra da Cantareira. 
 Horas mais tarde, já era o retorno. Por volta de 14:10 saímos de São Paulo com destino a BH, lá fora fazia um sol de rachar, e o motorista veio bem, mas depois da Serra da Cantareira tava deitando muito, mas eu tava curtindo, enquanto aqui em BH geral do meu colégio tava preocupado com a festinha, inclusive uma pessoa que eu a época queria que estivesse ali comigo, mas ok. Por volta de 15:40 entramos de volta em Minas Gerais, aí o motorista voltou a andar bem no carro. Por volta de 17:00 estávamos próximo de parar no GRAAL Bela Vista, mas como o retorno é grande pra quem vem sentido SP/BH e tava uma retenção grande, preferimos vir direto até Perdões, aí o motorista começou a meter pressão mesmo, extremamente esportivo, enquanto a estrelada noite tomava o céu na Fernão Dias, até que finalmente paramos, por volta de 19:20 no GRAAL Perdões. Lanchamos e voltamos ao carro, para o trecho final, até Belo Horizonte, que começou as 19:55. O outro motorista assumiu já com o mesmo estilo esportivo da ida, sempre na pressão, tanto que já por volta de 21:55 já estávamos na Serra de Igarapé. Sem demora a viagem infelizmente encerrou, após novamente 8h20 rodadas e uma apresentação de gala do O500RSD, aliada muito conforto.
Agradeço a todos por terem lido, e agora vou ficar pelo menos 1 mês sem postar textos de minha autoria aqui no blog, porém haverá textos produzidos por 2 editores convidados. Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Conhecendo os serviços da Saritur

Olá amigos, boa noite! Após 1 semana - merecida - de folga deste blog, estou de volta, e com novidades: por conta de viagens produção de conteúdo para este blog, ficarei 2 semanas sem postar em junho o cronograma de postagens que fica aqui embaixo será alterado. Confiram quais serão novas datas das publicações. Na postagem de hoje, falo de um carro que já havia feito menção na ultima publicação do ano passado (o top 6 de viagens daquele ano), e hoje, o texto completo. Boa leitura a todos.
No Top 6 de viagens do ano passado, eu descrevi o carro e a viagem desta maneira:
"Foi a primeira viagem que fiz sem a família, primeira viagem de G7 e de Saritur. De conhecido só tinha alguns passageiros e o chassi (OF1722M). Mas a viagem foi ótima, o motorista andou bem demais pela estrada. Estranhei o aperto, me senti muito apertado dentro dele, porem como a viagem era curtinha (1h30 na ida e 2h na volta), eu acabei relevando." (Breno, Eric. 2014)

Início de noite de 22 de agosto de 2014. Eu estava de malas prontas para ir a um seminário da igreja, que fica no distrito de Pratinha, na cidade de São Gonçalo do Pará. Eu não estava levando comigo muita coisa, o que enchia a mala era o lençol e o cobertor e a mochila meu casaco grosso (não tinha certeza de quais tempeaturas eu ia pegar, então fui preparado), mas de resto fui levando apenas roupas, minha bíblia, uma agenda, um lanche pra comer entre BH e Pratinha (saí de casa sem jantar) e minha credencial de acesso, e só. Fui de ônibus ao local de embarque e minha mãe a pé com o travesseiro e a mochila. Encontrei com o restante do pessoal e ficamos esperando. Eu queria que viesse um Viaggio G7 1050 Mercedes-Benz OF1721 Bluetec 5, porém minutos antes do horário previsto, apareceu o ônibus: um Marcopolo Viaggio G7 1050 Mercedes-Benz OF1722M, carro 26660, não era exatamente o que eu queria, mas tava ok, já que fazia algum tempo que eu não rodava de 1722 na rodovia. Entreguei minha mala para colocarem no bagageiro, embarquei e escolhi a poltrona mais ao fundo que tinha, a 30. Depois coloquei no bagageiro interno meu travesseiro e minha mochila, e me assentei. Minha mãe despediu de novo de mim, pela janela, e enfim o ônibus saiu. Não andamos muito, inicialmente e paramos de novo pra pegar os últimos irmãos. Pegamos eles e finalmente estávamos no caminho de Pratinha. Passamos por alguns bairros, onde o retarder teve poucas e tímidas atuações - e não se enganem pensando que ele vai ter grandiosas atuações, por que na viagem inteira o retarder só vai ter poucas aparições - e finalmente pegamos a Fernão Dias, onde eu já havia estado a uma semana atrás, a caminho de São Paulo.
Carro em que viajei. Foto: Moisés Magno/Ônibus Brasil
O motorista já começou largando o aço, tava indo bem rápido naquele início de viagem, passou bem pela subida da REGAP e continuou rápido. O que me estranhou foi o motorista ter ido pela 381 em Betim, e não ter pegado o Contorno de Betim, já que este dava direto na 262. Na 262 ele seguiu bem rápido e sem dificuldades, mesma coisa da 050. O relevo da estrada, nosso velho conhecido, previa grandes retas e levíssimos aclives, prato cheio pra nosso motorista ir rápido. Um pouco depois, o motorista deixou apenas a luz azul, suficiente pra alguns dormirem. Eu fiquei acordado e os dois irmãos que estavam no banco de trás ficaram conversando não muito alto. Como fiquei acordado, vi ele deixar pra trás outro ônibus da mesma empresa que ia pro mesmo serviço. Sem demorar muito, pegamos um pequeno trecho da MG430 e naquele pequeno trecho, o retarder fez sua única grande aparição, no trevo da MG252, que pegamos em seguida, sinal de que destino estava bem próximo. Depois de 1h e meia, chegamos a nosso destino, tudo bem que aguardamos um pouco pra desembarcar, mas desembarcamos. Após passar o fim de semana, era hora de retornar, no domingo. A volta foi tranquila, o motorista seguiu pondo pressão no ônibus, andando rápido, e no ônibus o clima era de total descontração, viemos cantando, felizes, porém eu já estava com saudade de casa e da família. Para provar isso, a estrada estava mais longa do que realmente parecia, parecia que a viagem não tava rendendo muito, mas estavamos vindo bem. Por volta de 12:00 cheguei de volta ao meu local de embarque, e finalmente revi minha família. Sobre o serviço da Saritur, o motorista andou bem, o serviço em si tava bem bacana. Porém o carro era apertado e tinha bancos poucos macios, mas aí a culpa é da Marcopolo. Fora isso, curti muito a viagem em si, o carro tava bacana no quesito de rodagem. Que venham as próximas viagens a bordo dela - e que venha 1721 BT5.
Agradeço a todos pela leitura, abraços e até a próxima!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tem um pouco de viagem no meu aperto

Olá amigos, boa noite! Primeiramente, feliz dia do trabalhador! segundamente, vasco Após um excelente texto do amigo Marcos Fernandes Andrade, eu estou "de volta" ao blog, e hoje para falar de uma viagem que fiz a bordo de um G6 1200 O400RSD de 50 lugares para São Paulo. É só isso a introdução de hoje, boa leitura!!!
Feriado de 15/08. Para abrir a maratona de viagens de Agosto e setembro (Primeira viagem foi essa do texto de hoje, uma semana depois eu fui até Pratinha, para um seminário da igreja, outra semana depois fui a Cordisburgo com o pessoal da escola e pra encerrar, dali a 2 semanas fui a um casamento em Carmópolis de Minas) eu iria a São Paulo, mas até 2 dias antes não tinha nem o ônibus alugado, por que nenhuma empresa de BH tinha ônibus disponíveis por causa do feriado, o único que ficou era um Marcopolo Paradiso G6 1200 Mercedes-Benz O400RSD Mecânico, ano 2000, que havia pertencido a Guanabara, depois a famosa Forma Turismo (aquela empresa que fazia as viagens do programa estudantil "O Ultimo Passageiro", da RedeTV!, programa hoje extinto) e finalmente, Needs Tur, carro 2800. Ele tinha 50 lugares e janelas corrediças, era o basicão do basicão (não tinha tomada, nem encosto de pernas), restava apenas ir. Na sexta-feira a tarde, saí de casa para aquela viagem. Peguei, como de praxe em início de viagem, um Vip II 17.230EOD da Paraense até o local do embarque. Chegando lá, esperamos o ônibus, e por volta de 18:10, ele chegou, e com o Ar ligado, sem demorar saímos para o segundo local de embarque. Enquanto isso me direcionei ao meu lugar, a poltrona 50, deixei minhas coisas lá e voltei pra cabine, que tinha a poltrona guia, mas cadê o cinto de segurança? Procurei por ele, e não tinha. Ali fui informado de que em algum momento o ar seria desligado pra fazer uma economia de óleo, era meu maior pavor se cumprindo. Mas por ora, o ar estaria ligado, ainda bem. No segundo local de embarque, eu fui em definitivo para meu lugar, e depois estávamos na estrada em definitivo, a caminho de São Paulo.
Carro em sua primeira viagem pela Needs Tur, note que ele ainda não havia sido repintado. Foto minha.
De início ele foi bem até, rodando de boa, mas mal a viagem tinha começado, o primeiro problema surgiu: a geladeira dele não estava gelando nem por decreto, o que criava um problema, por que água e refrigerantes precisavam estar gelados. Mas otimismo, coragem (como diria a véia do "celera"), fomos. O O400 subiu a serra de Igarapé de forma bem fervorosa até, mas eu já comecei a sentir um pouco de calor vindo do assoalho do carro, fora que o aperto já tava pegando. Isso por que não tínhamos nem passado os primeiros 100km. Aquela viagem, definitivamente seria longa. E aquele velho problema da geladeira persistia sem solução. Paramos em alguns postos, mas nada de gelo. E seguiu a viagem, com o O400 andando bem... mas como nem tudo são flores, a troca de marcha tava bem seca, não era aquela troca tranquila, na qual só o som do motor passava a um bom ouvinte que a troca estava sendo realizada, dava pra sentir do salão e também o som da caixa rangendo noticiavam a troca, feita a 13 metros e meio a frente, lá na cabine. No meio do caminho, tentaram ligar o DVD, mas... quem diz que aquilo ligava? Pois não ligava nem por decreto. E assim foi o início da viagem, etapa encerrada no GRAAL de Perdões. Lanchamos e dessa vez nem me arrisquei a ir clicar, fiquei do lado de fora e embarquei depois de todos, pois agora eu ia cabinar até onde desse (minha meta era até Pouso Alegre), fui ali observando a Fernão Dias e conversando com o motorista, e o O400 tava indo bem até, depois eu fui dormir um pouco, acordei ainda em Minas e voltei pra cabine, agora fui sentado no assoalho, e fomos conversando, e o O400 rodando tranquilo pelo Sul de Minas. Entramos em São Paulo e fomos até Atibaia, onde paramos pra abastecer no Posto 22, ou somente 22 (a mando da empresa). Depois nova troca de motoristas, agora até São Paulo. Sem titubear, ele desceu bem. Finalmente chegamos a São Paulo, depois de 8 horas de viagem. A ida foi até bacana (a segunda parte), mas ainda tinha a volta! Saímos as 14 horas de lá, com destino a BH de novo.
Carro em que viajei atualmente. Foto minha também.
 De início eu dormi logo na saída de São Paulo, por que eu realmente estava muito cansado, e como mal descansei na ida e virei a noite em claro, entrei no onibus e apaguei. Acordei na região de Atibaia e fui olhando pro nada, enquanto ouvia música. Aí o aperto realmente pegou, fora que o ar já havia sido desligado na saída de São Paulo, mas eu nem havia notado. Restou abrir a janela mesmo, enquanto a lembrança do ar condicionado era só pela grade dele... batendo. Como não tinha nada pra fazer (celular sem bateria e ônibus sem tomada, lembram?) e todos ainda dormiam, o tédio se instalou completamente, até chegarmos no GRAAL de Bela Vista. Naquele GRAAL lanchamos e depois seguimos, sem muita novidade na operação e nem na viagem. Por volta de 20 horas chegamos de volta no GRAAL de Perdões, porém um dos motoristas deixou a luz do salão ligada e o carro estava desligado. Resumo da ópera: a bateria do carro foi pro saco, e pra gente seguir até Belo Horizonte juntou eu e mais umas 7 pessoas pra empurrar o carro pra ele pegar (isso mesmo, no tranco), e finalmente ele pegou e saímos do GRAAL com destino a BH, de novo sem muitas novidades na operação, já que dormi praticamente o trecho inteiro. Por volta de 23 horas, finalmente se encerrou aquela viagem, com a certeza que não repetiria a dose nem de graça, pelo menos naquele carro, pois a empresa é bem legal até, e viajaria em outros carros da empresa. Mas semana que vem tinha mais viagem.
Agradeço a todos pela leitura, abraços e até a outra semana (já que na semana que vem estou de folga do blog)!