sexta-feira, 20 de março de 2015

De Volare pr'um casamento

Olá amigos, boa noite! É com imensa alegria e satisfação que agradeço a todos e comunico-lhes que chegamos as 1000 visitas no blog em apenas 4 meses e meio de blog. E de presente pra vocês, estarei tageando as postagens e agrupando essas tags na barra lateral do blog, para melhorar e facilitar o acesso ao conteúdo. As postagens receberão 3 tags: uma da empresa do veículo, outra da marca da carroceria e outra da marca do chassi. Agora vamos a postagem de hoje, que vou falar sobre uma curta viagem que fiz num Volare DW9 LO916.Ao fim desta postagem vou deixar os vídeos com os áudios que mencionei na postagem Conhecendo (pra valer) a Scania. Boa leitura a todos!!!
Manhã de sábado, 13 de setembro de 2014. Eu me preparava para seguir a um casamento em Carmópolis de Minas, distante cerca de 120km de BH. Novamente contrataram os serviços da Rouxinol e meu pai iria dirigindo o ônibus. Inicialmente a viagem seria feita num ônibus convencional, como o da postagem anterior, porém o número de pessoas foi caindo e resolveram alugar um micro-ônibus mesmo, e aí como todo mundo sabia do meu gosto por ônibus, colocaram eu na poltrona do lado do motoris... ops, meu pai, numa posição ótima: na frente, com visão panorâmica e ao lado do motor. O micro-ônibus escolhido foi o 390, Marcopolo/Volare DW9 Fly Mercedes-Benz LO916 BT5. O espaço para a as pernas na frente (só ali era assim) não era muito, mas também não era aperto nível G7 ou mesmo um G6 50tão (fazia menos de 1 mês que eu já tinha passado essa experiência, nos dois casos: numa semana G6 50tão e na outra G7 convencional), mas a parte de trás era muito espaçosa. Volto a falar de conforto depois, agora vamos a viagem em si.
Foto do Volare em que viajei. Foto minha.
Saí de casa e me direcionei até o local de embarque (já no Volare). A primeira impressão que eu tive era que o som era mais silencioso, o que tirava a sensação de barulho demais que o LO915 tinha, ficando mais agradável. Depois de embarcar todos, saímos para Carmópolis de Minas. Os primeiros quilômetros, dentro do perímetro urbano, foram de muito trânsito e vias carregadas, mas depois saímos da área de congestionamento. Após andar um pouco, ganhamos, enfim a Fernão Dias. Ali o LO916 poderia mostrar a que veio. Ele estava indo bem, até que chegamos a subida da  REGAP (Refinaria Gabriel Passos, refinaria da Petrobras), seria o primeiro teste do motor. Então começou a subida, e ele foi... e foi... e foi... e chegou muito bem ao topo da subida, e conseguiu encarar tranquilo o pequeno morrinho antes do viaduto da FIAT. Depois disso ele foi sem grandes dificuldades, pois ainda não haviam grandes subidas entre Betim e Igarapé, então foi bem tranquila a passagem pelas 3 cidades - pois entre as 2 tem um pequeno trecho de São Joaquim de Bicas (que dá pra ser feito com no máximo 3 minutos a uma velocidade de 80 km/h e no máximo 1 troca de marcha) - porém o grande teste era depois de Igarapé, na famosa Serra de Igarapé. No início da serra o motor teve uma única falha, mas o que se seguiu foi um desempenho sensacional em toda a subida, subiu bem tranquilo, por alguns segundos achei que tava num ônibus rodoviário, mas depois voltei pra realidade e vi que tava de micro-ônibus mesmo.
Outra foto do micro em que viajei. Foto minha também.
Depois disso fomos andando tranquilamente pela Fernão Dias, ele andou bem demais, e chegamos ao centro de Carmópolis de Minas, porém nosso destino estava a 7km dali. Passamos pela cidade e pegamos a MG270, que nos levaria até uma igreja na zona rural de Carmópolis. Chegamos lá, paramos o ônibus e assistimos o casamento. Fomos a festa e 22:00 era hora de voltar pra casa, então entramos no micro e voltamos pra casa. Passamos de novo pela MG270, porém não passariamos no Centro de Carmópolis, fomos direto pra Fernão Dias. O clima da volta foi de alegria, com muita cantoria no ônibus, todo mundo entrou no ritmo, enquanto o Volare ia suave e tranquilo pela 381. Chegamos de volta a Serra de Igarapé, era hora de subir de novo a serra. Outra vez um desempenho excelente e inquestionável, passou por ali de forma tranquila. Então fomos aos poucos chegando a BH, passamos pela zona urbana e a viagem se encerrou. Para um Volare, o desempenho foi ótimo, inquestionável. E eu viajaria novamente de Volare. Desde que não passe de 200km.
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E agora vamos a parte dos vídeos prometidos na postagem Conhecendo (pra valer) a Scania:


Agradeço por terem visto a postagem e lido, espero que os vídeos tenham sido interessantes pra você, abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 6 de março de 2015

No fundão pela primeira vez.

Olá amigos, boa noite!  Consegui arrumar meu PC e agora estou de volta, e sem interrupções (assim espero)  A postagem de hoje fala sobre a primeira vez que viajei no fundo de algum ônibus. Boa leitura a todos!
Quem me conhece, ou ao menos leu alguma postagem deste blog que tenha como tema alguma viagem (exceto o especial de carnaval) sabe que todas as viagens que faço, vou mais pro fundo. Porém o que nunca revelei a ninguém foi quando e onde isso iniciou, e a partir de agora não será mais mistério pra ninguém.
Tarde de 27/04/2013. Eu estava a caminho de um casamento de um irmão da minha igreja, na cidade de Divinópolis. Como ele é daqui de BH e a moça era de Divinópolis, o casamento foi marcado pra lá, assim, fazia necessário levar o pessoal e algumas pessoas da família daqui pra lá. Como meu pai é motorista da Rouxinol (falei sobre isso de forma bem confusa no especial de carnaval), a família do rapaz resolveu contratar os serviços da empresa, por intermédio dele, para o transporte. Foi solicitado um veículo simples - até compreensível, já que a viagem não seria muito longa -, então foi escalado o carro 005, um Comil Campione 3.25 2011 OF1722M, carro que havia sido de demonstração da linha 2011 da encarroçadora gaúcha, mas este foi fabricado no ano de 2010, conforme a plaqueta do chassi (e dados do SINESP).
Dados do SINESP (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas), pelo app SINESP Cidadão.
 Eu fui buscar o carro na garagem com meu pai, fiz algumas fotos de vários carros, incluindo de uma unidade do G7 1050 O500R Bluetec 5 (novidade na época), adquirido na configuração executiva para o fretamento da VSB, e escolhi a poltrona 16/17. Pegamos o pessoal (inclusive o resto da minha família) e começamos a rodar. Porém mandaram que eu mudasse de lugar, e me "jogaram" la na poltrona 43, no finzinho do carro - ou melhor, na turma da zoeira da igreja -, então fui. A princípio sentei no corredor, depois troquei pra janela e tava todo feliz, não faltava mais nada - mentira, faltava sim: ir, assistir o casamento e retornar pra casa bem. A saída da área urbana foi tranquila, sem muito trânsito, e enfim ganhamos a Fernão Dias. O ônibus foi rodando sem muitas dificuldades, estava indo muito bem até. Depois pegamos a 262 e (in)felizmente dali em diante o relevo não previa grandes subidas ou aclives, seriam apenas retas e leves subidas. O ônibus estava rodando muito bem, e depois entramos na MG050, rodovia administrada pelo consórcio Nascentes das Gerais, que segundo alguns pertence a família do Senador Aécio Neves, que era Governador quando foi concedida a "iniciativa privada", mas como meu foco aqui neste espaço não é política, vamos continuar falando do ônibus e da rodovia. A rodovia foi duplicada entre o cruzamento com a 262 e Mateus Leme, trecho que está bem conservado, e assim o 1722 não teve dificuldade alguma de rodar pela rodovia.
Carro em que fiz essa pequena e rápida viagem, foto minha, feita cerca de uma hora antes da postagem.
Passamos por Mateus Leme e chegamos ao pedágio. Passamos por ele e chegamos a Itaúna, o contorno ainda não havia sido feito, e dali em diante o traçado era quase reto, ou seja, sem dificuldades. Chegamos a Divinópolis, a viagem até ali durou aproximadamente 2 horas, o banheiro nem fez falta. Na volta paramos para um lanche, e as 22:00 iniciamos o retorno, que aliás foi bem monótono. SÓ QUE NÃO! O motorista começou a desenvolver maiores velocidades, andando em giros mais altos e tudo isso ao som de uma boa música. A noite tava bem legal, o carro andando muito bem, até que chegamos ao pedágio, e depois dele, uma longa (finalmente!!!). O veículo subiu muito bem e chegamos de novo ao trecho duplicado, e de novo sem dificuldades. Já na Fernão Dias aquela viagem parecia ser interminável (e não era por saudade, nem eu sei por que), e o estranho é que toda vez que rodo aquele trecho, vai chegando a BH, sinto essa sensação. Chegamos a BH e fui levar o ônibus pra garagem com meu pai. Encerrou-se ali aquela noite e aquela pequena viagem que havia sido incrível. Mas dali em diante, eu nunca mais viajei nas poltronas da frente dos ônibus, o mais pra frente que já viajei foi na 30 (mas aí já é fundão).
Agradeço a todos pela compreensão e até a próxima!