sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Conhecendo a Volvo na 262 (Texto 2)

Olá amigos, boa noite! Hoje terminando essa pequena série sobre a minha viagem ao Espírito Santo, agora o retorno a BH. Recomendo a vocês lerem o primeiro texto, em especial quem pretende comprar o carro (que por 210 mil dilmas pode ser seu), já que ele foi colocado a venda hoje mesmo pela Needs Tur. Portanto boa leitura a todos!!!
Como disse no texto anterior, fui a Marechal Floriano para um evento, e após o fim de semana era hora de voltar. Pra mim não seria muita novidade quanto a carro, estrada, mas pro pessoal que tava no Sem Fronteiras 1420, Comil Campione HD Scania K400IB, a expectativa do retorno era grande, pois durante a chegada ao local onde o evento ocorreria, o vidro da última janela do lado esquerdo quebrou, então todos queriam saber como ficaria, mas nisso eu volto depois. Após o encerramento das atividades, levei as malas pro ônibus e ajudei o pessoal a fazer o mesmo, por que o ônibus estava parado muito longe de onde o povo estava. E nessa ajuda com as malas, vi que o jeito para o carro da Sem Fronteiras foi simplesmente um grande adesivo pra segurar, já que era feriado e obviamente ninguém que trabalha com vidros de ônibus em Vitória (40km a frente) estaria a disposição naquele feriado. Depois de todos embarcarem, saímos de lá para voltarmos a Belo Horizonte. Daquela vez nós eramos os últimos, e rodariamos sozinhos durante toda a viagem. A saída foi tranquila, de início ficamos atrás de vários caminhões, mas o motorista veio acelerando bem o carro. Muita gente dormiu, pois todos nós havíamos acordado 6:00 da manhã, foi aí que tentei gravar o áudio. No texto anterior, esqueci de mencionar que toda vez que eu ia pras últimas poltronas, que estavam vazias (as minhas coisas e as da minha mãe, na hora de ir, ficaram jogadas na poltrona do lado. Jogadas mesmo), alguém que tava quieto resolvia puxar papo comigo ou alguém resolvia aparecer por lá. Na volta foi a mesmíssima coisa, então não rolou áudio.
Comboio Needs Tur. Eu estava no terceiro da esquerda pra direita. Foto minha.
 O ônibus estava se desempenhando muito bem pelas serras, mesmo pesado deu conta do recado, veio bem, provando que o B12B é um excelente chassi, aguenta o tranco mesmo. Por volta de 13:15 chegamos a Realeza pro almoço. Almoçamos, desta vez a comida tava boa, e ficamos esperando o pessoal acabar. Quando todos acabamos, saímos de Realeza, e nesta parte da viagem, eu dormi, acordei bem pra frente de Rio Casca, já quase na serra do Macuco. No ônibus a converss tava fluindo, e aí eu resolvi abrir o Speedometer (antes que alguem pergunte, é um velocímetro pra celular, quem quiser baixar basta clicar aqui pra poder baixar da Google Play) no celular pra medir a velocidade. Até aí, tudo ok, velocidade normal: 80, 90, até que as coisas... ops, velocidades começaram a esquent... ops, subir. O carro atingiu na boa os 95, 97, 100, chegando a máxima incrível de 105,4km por hora (medido pelo GPS do celular), bela velocidade pra estréia na Volvo. Infelizmente não demoramos muito a entrar na 381, estrada cujo traçado prejudica o desenvolvimento da viagem ao máximo (na ida, foram 2 horas perdidas por causa desse trecho). Paramos no GRAAL de João Monlevade, onde encontrei dois amigos fotografando (um deles já até usei fotos no blog), depois comprei alguma coisa pra complementar o que já tinha, e embarcamos de volta, finalmente para Belo Horizonte.
Carro em que viajei ao Espírito Santo. Foto: Mairo Magalhães/Ônibus Brasil
O trecho já não teria muitas novidades, porém o tradicionalíssimo congestionamento de fim de feriadão acabou minando qualquer possibilidade de novidade. Já que nesse trecho não houve novidades na viagem, vamos então a análise do conjunto:
- Meu neto, vai me Busscar em casa hoje?
- Volvô!
Depois dessa piadinha prassódia, vou mesmo pra análise. O ônibus é muito confortável, ainda tendo 46 lugares, espaço foi a última coisa que pensei em faltar, ainda mais que a lotação não estava completa, tinham aproximadamente 38 pessoas no ônibus. O motorista andou bem, quando pedido andou na pressão o tempo todo, como no trecho Realeza - Marechal Floriano, dominava demais o giro alto, conduzindo com toda a maestria necessária, o motor trabalhou muito bem, mesmo o carro pesado ele foi bem, e em trecho de serra ainda. O único defeito foi que o ar condicionado é muito barulhento, mas nada que estragou a viagem. Por volta de 20:40 a viagem se encerrou, ficando as boas lembranças, e o anseio de repetir a dose na Volvo.
Muito obrigado a todos que leem, que gostam dos meus textos, e graças a esse reconhecimento dado a vocês, no ultimo sábado recebi um convite para ser entrevistado pelo canal Club Mundo Rodoviário, para falar acerca do blog, da minha parte o convite tá aceito e falta apenas marcar a data. Até a próxima!!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Conhecendo a Volvo na 262 (Texto 1)

Olá amigos! Boa noite a todos! Hoje vou iniciar uma pequena série, de 2 postagens, sobre minha viagem ao Espírito Santo feita em Junho, onde usei um formato de 2 textos da mesma viagem, sendo um texto totalmente independente do outro (diferente do Uma volta de MOVE, onde o texto foi dividido em 2 partes depois que acabei de redigi-lo). No texto de hoje relato a viagem de ida, onde tive o primeiro contato com o Volvo B12B. Boa leitura a todos!!!
Quem já me acompanha desde os primeiros textos, sabe que em boa parte deles há o fator INDECISÃO de partes importantes das viagens que só são decididos 1 dia ou horas antes da viagem, mas que não trago ao blog, como muitas vezes o ônibus, algumas partes cruciais e em algumas vezes até a própria viagem fica por decidir 1 dia antes da viagem propriamente dita (como ocorreu na viagem a Ouro Preto). Mas dessa vez a proposta da viagem surgiu poucos dias antes do meu aniversário (em março) e a confirmação dali a uns poucos dias, em Abril. Porém, o ônibus que eu iria e a empresa eu só saberia no momento do embarque. Naquela viagem, que era a primeira de ônibus do ano, havia a expectativa de alguns jejuns seriam encerrados: depois de 5 anos eu iria voltar ao Espírito Santo de ônibus (última foi aquela viagem de cabrito, que postei no Carnaval, depois disso só fui de carro), também depois de 5 anos eu pararia no GRAAL Monlevade, depois de 3 anos voltaria a parar no Barrigão em Realeza, e iria ser minha primeira viagem interestadual totalmente diurna, assim eu conheceria o temido, perigoso, sinuoso e traiçoeiro trecho Belo Horizonte - João Monlevade a luz do dia. O trecho, eu conheço muito bem, e depois da Fernão Dias, é um dos trechos que mais gosto de rodar, e apesar de eu rodar nele há quase 1 década, as circunstâncias que tornariam aquela viagem especial (estas que não cabem aqui no blog. Segue o jogo). Finalmente o grande dia chegou: 05 de Junho de 2015. No dia anterior arrumei a mala, zerei a camera, preparei um lanche e fui dormir na expectativa que o tempo avançasse logo pra 6:30. Acordei cedo, finalizei a bagagem e saí pro local de embarque, de carro (não sem antes parar na padaria e comprar pão de queijo). Eu estava na expectativa de saber qual ônibus seria, claro que haviam palpites (um desses, feito por um amigo 2 dias antes da viagem, foi o unico certeiro, e mesmo assim em partes. Digamos que ele "cantou a pedra"), mas era agora que eu ia ver, e quando virei a rua do local de embarque, vi 1 ônibus da Sem Fronteiras, um Comil Campione HD Scania K400IB, carro 1420 e 2 ônibus da Needs Tur, empresa que eu ja conhecia, e vocês também, do texto Tem um pouco de viagem no meu aperto. Os carros dela eram um Comil Campione HD Volvo B11R, carro 3300 e um Buscar Jum Buss 400P Volvo B12B, carro 3100. Uma certeza tive naqueles minutos que separaram minha chegada e o embarque: ou seria a segunda vez na Scania (Ana Paula Padrão sobre Scania: "você provou, aprovou e já pode repetir"), ou finalmente a estréia na Volvo. Procurei meu ônibus e descobri que seria o Jum Buss, finalmente iria estrear na Volvo (já tava passando da hora de estrear também né galera), quem ia no Scania era meu irmão e minha cunhada (eles estavam indo para o mesmo lugar que eu e minha mãe).
Carro em que viajei. Foto minha.
 Me identifiquei, entreguei a mala para identificação, recebi minha credencial de acesso ao evento que eu iria participar, e aí pude entrar no ônibus e marquei meu assento, naquele dia eu iria de 33 (e minha mãe, de 34). Enquanto eu esperava o restante do pessoal entrar, liguei a internet e tentei confirmar o chassi, ano de fabricação e procedência dele. Mas como minha internet tava lenta, perguntei o Gabriel Freitas (do Desenhos de Ônibus de Goiás) em um grupo e ele me confirmou que sim, era um B12B, era ano 2001 e tinha pertencido a Catarinense, era o carro 2206 lá. Depois disso, a viagem se iniciou, e só aí fui perceber que meu cinto não estava ali, estava atrás da poltrona. Foi preciso vir mais umas 3 pessoas para auxiliar, mas tirei o cinto de lá. De início o motorista foi tranquilo, andando de acordo com a velocidade, mas entrou no Anel Rodoviário ele começou a deitar, e só voltou a andar bem ao entrarmos na BR-381. Fomos andando nela tranquilamente, até ter um acidente antes do Trevo de Caete. Foi uma hora parados no mesmo lugar, eu fiquei muito entediado, levantei várias vezes, a sorte é que meu celular atual já é econômico em bateria (se fosse meu antigo só Jesus na causa), e eu ainda tomei algumas medidas de economia, então dava pra mexer numa boa. Depois do acidente, ainda tinha a lentidão na estrada por causa das obras de duplicação da 381, de forma que apenas 11:40 conseguimos desenvolver bem. Neste momento consegui uma proeza incrível, patrocinada pelas poltronas Busscar: eu dormi sem estar cansado e sem estar com sono (3 horas de viagem e eu domi um tempo ligeiramente bom). Acho que essa foi a viagem que mais vi gente dormindo com frequência, toda hora tinha um dormindo, era raro estar todos acordados ao mesmo tempo, isso por que o carro é 46, se fosse 44 aí seria difícil ficar geral acordado. Parte do segundo jejum estava encerrado fazer o trecho BH - João Monlevade. Eu já tinha visto um vídeo time lapse que o Fabiano Teixeira (do canal Fabiano na Estrada [e nos simuladores] no YouTube, eu pelo menos gosto bastante, inscrevam-se no canal dele, pois pra nós que produzimos conteúdo pra internet, os views são fundamentais) fez da estrada, conseguiu se aproximar e ficou ótimo, mas pessoalmente o visual é muito mais bonito. Por causa do horário, o responsável pelo nosso ônibus, mais os dos demais (incluindo o Needs Tur 2700, Marcopolo Paradiso GV'6 1450LD Scania K124IB, que vinha de Contagem e se juntou ao pequeno comboio formado) conseguiram um desconto no almoço em um restaurante próximo ao GRAAL, então paramos pra almoçar no Gaúchão Grill em João Monlevade. Após o almoço, seguimos viagem por volta de 13:20. Agora a viagem ia render, porém o jejum de viagens interestaduais totalmente diurnas iria continuar, pois a previsão de chegada fora forçadamente revista, para o período da noite. Até ali, não se sabia a hora exata: apenas que iriamos chegar a noite. Naquele trecho o ônibus desenvolveu bem, mas ainda não conseguiu acompanhar os outros carros da mesma empresa (recapitulando, um GV'6 LD K124IB e um Campione HD B11R, o Sem Fronteiras estava pra trás. Bem pra trás). Ele desceu bem a Serra do Macuco (o único grande desafio pro conjunto no trecho João Monlevade - Realeza), e seguiu apresentando um excelente desempenho. O ar condicionado barulhento, que não deixava eu ouvir o motor do B12B, deu uma folga próximo a Rio Casca, e aí pude tentar ouvi-lo. Ele era bem silencioso, não baixo como o K420, mas silencioso mesmo, mas ainda sim um som imponente. Por volta de 16:30 chegamos a Realeza, ali tirei umas fotos dos poucos ônibus que estavam la, que eram justamente os nossos, mais dois Jum Buss 360, um da Gontijo que chegou no Rio x Petrolina e um da São Geraldo, na reserva, e outros 2 G7, um da Gontijo e outro da São Geraldo, também na reserva. Depois, partimos finalmente com destino a Marechal Floriano, faltando apenas 200km, e estavam abertas as apostas do horário de chegada: uns previam 23 horas, outros previam 22 horas, e eu previa a chegada as 20:30, talvez o mais otimista. O motorista voltou da parada na pressão, e dessa vez conseguindo acompanhar os demais.
Foto do carro na área onde o evento foi realizado. Foto: Pedro Henrique Ferreira/Ônibus Brasil
Em Manhuaçu ficamos parados 20 minutos, aguardando o Campione HD B11R colocar óleo no carro, e aí eu refiz a aposta. Depois de ficarmos a toa no posto e perdendo preciosos minutos, finalmente seguimos viagem. Nessa parte eu fiquei mais no fundo do carro conversando com uns amigos (como foram aproximadamente 38 pessoas, vários lugares ficaram vagos no fundo, então acabou se formamdo um pequeno lounge enquanto os ocupantes estavam acordados),  e ouvindo o B12B, enquanto ele acompanhava - muito bem - o B11R. Agora sim ele tava andando na pressão, e mostrando a força do motor. Porém como nem tudo são flores e muita coisa não dá pra ser do modo que programamos, anoiteceu completamente assim que entramos no Espírito Santo e tive que continuar cultivando minha origem noturna, mas ainda tava bacana de ver ele andando. Antes mesmo de Ibatiba, um dos momentos que eu mais aguardava, aconteceu: finalmente o comboio Needs Tur (2700, 3300, 3100) se formou na BR-262. Seria mais legal se o carro da Sem Fronteiras estivesse junto, mas ele mais uma vez ficou pra trás. Bem pra trás. Eu havia marcado uma estratégia: não importava em qual cidade estivéssemos e o tempo previsto, assim que chegassemos a Venda Nova... do Imigrante (se você mora na região de Venda Nova em Belo Horizonte, sinta-se trollado), todas as previsões anteriores seriam zeradas e faltaria apenas 1 hora até o destino. Como fui obrigado a refazer todos os cálculos, graças ao congestionamento, tomei uma atitude inédita em toda a viagem, calcular a quilometragem e o tempo previsto no Google Maps: faltavam 117 km e de acordo com a previsão do Google, 1h47 até a chegada, arredondei pra 2 horas. Antes que você feche a página, por tentar raciocinar e se perder: faltavam 58 km pra Venda Nova do Imigrante, previsão de conclusão do trecho era de 1 hora, e de lá, como eu disse anteriormente, todas as previsões seriam zeradas, faltariam 59 km, previsão de conclusão do trecho também era de 1 hora. Agora sim, creio que você vai continuar lendo este texto até o fim. Porém, depois de Ibatiba, um sono forte me tomou de assalto (compreensível, pois viagem diurna cansa, e aqui já chegavam a 10 horas de viagem e não tinha nada pra ver além das janelas do Jum Buss) e dormi, foi até bom, por que ia ser um tédio não ver nada e ninguém pra conversar (meus amigos dormindo, minha mãe idem, internet com sinal bem instável). Acordei apenas em Venda Nova do Imigrante (sem troll agora), e comemorando, afinal, daqui até Marechal, com todas as previsões devidamente zeradas, faltava "apenas" uma hora.  Foram os 59 km mais longos de todas as viagens recentes, e mesmo com o motorista andando na pressão total, não chegava a Marechal Floriano, parece que cada quilômetro se multiplicou por 10. Exatamente as 20:33 finalmente se encerrou a viagem de ida, após 12 horas e 15 minutos, muitas risadas, conversas, e finalmente conhecendo a Volvo.
Muito obrigado a todos por terem lido, e temos novidades! A partir de amanhã vou reativar minha galeria no Ônibus Brasil, porém ele será vinculado a este blog e no momento as atualizações serão no dia seguinte as do blog (ou seja, sábados). Até a próxima!