sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Algumas atualidades: Transpúblico e fim da São Geraldo

Olá amigos! Esta noite nós batemos a marca de 3 mil views no blog, agradecemos a todos os que visitaram, leram os textos meus e dos editores convidados que por aqui passaram, e que venham os 5k, 6k, 10k e por aí vai. Para hoje pela primeira vez estou fazendo um texto falando apenas de fatos que ocorreram nas ultimas semanas. Abordarei aqui sobre a Transpúblico, sobre o fim da São Geraldo e sobre uma volta que dei num El Buss 320 Volvo B58E. Boa leitura a todos!!!

  • Invictus, G7 1350 e Transpublico

Bom, no início de Setembro ocorreu em São Paulo a Transpublico, feira para empresários, técnicos e engenheiros em transporte, imprensa especalizada (onde acho que este blog se encaixa) e entusiastas/busologos/admiradores/o raio que o parta, e 2 lançamentos em especial chamaram bastante atenção: o Comil Campione Invictus, que mesmo tendo fotos e materiais de divulgação vazados pela imprensa (e disseminado entre os entusiastas quase instantaneamente) quase 1 semana antes do próprio lançamento na Transpublico, chamou muita atenção dos empresários e demais públicos presentes na feira.
Frente do Invictus. Foto: Jorge Thadeu Pacheco Ferreira/Ônibus Brasil

 O veículo adota um design arrojado e inovador, acompanhando as tendências de mercado (e advinhe, sendo chamado de cópia do G7 pelos fanboy[ola]s da Marcopolo), como a corcunda iniciada na frente e encerrada lá pelo meio do carro, e ao mesmo tempo resgatando detalhes de versões anteriores da própria linha Campione, como a coluna fina entre a 1 janela e os vidros da cabine, e o desenho da 1 janela com uma leve queda, ambos vindos do Campione II (antecessores da linha X/L). A primeira empresa que operará comercialmente o Invictus é a Novo Horizonte, da Bahia, que já opera várias carrocerias da Comil. Ela também estará de pintura nova, substituindo a atual, que tá aí desde que me conheço por gente.
Traseira do Invictus. Foto: Jorge Thadeu Pacheco Ferreira/Ônibus Brasil
Outro lançamento é o G7 1350, que já havia sido lançado em 2012 no México. Quando foi lançada a linha G7 (ainda em 2009), a Marcopolo simplesmente não fez a versão de 3,8 metros, mas ele (juntamente com LD e DD) ainda podia ser pedido na linha G6 até 2011, quando foram lançados os G7 LD e DD. Empresas como União e Andorinha, compradoras assíduas do G6 1350, foram obrigadas a apelar pro G7 LD. Porém só em 2015 a Marcopolo preenche essa lacuna, fechando a linha G7 6 anos depois de seu lançamento.
Primeiro G7 1350 fabricado para uma empresa. Foto: Jovani Cecchin/Ônibus Brasil
O design não tem muito o que ser comentado, pois é o que tá nas rodoviárias desde 2009.  A feira teve muito mais coisas, como o Solar 3400 e os UDAs prateados de São Paulo, mas sobre esses também não há muito o que falar.
Porém infelizmente há aqueles que vão apenas pra fazer bagunça e mancham a busologia, como um grupo que ficou brincando de trocar letreiros até a bateria de um dos UDAs acabar, um aí que foi expulso da feira por briga, outro que teve a pachorra de dizer na frente do representante da Comil que o Invictus era a cópia do G7, aqueles que chingaram as modelos, e os que pediram pra renomados empresários paulistas para sair da frente pra fotografar. E o pior ainda vem por aí: um deles teve a coragem de fazer suas necessidades fisiológicas no G7 1350 e segundo boatos, um ejaculou no Invictus! A feira é uma coisa seríssima pra alguns zé ruela tratar desta forma.

Solar 3400. Foto: Felipe Alves/Ônibus Brasil

  •  Enquanto isso, em Belo Horizonte...

Enquanto em São Paulo acontecia a Transpublico, aqui em BH ocorreu a Mostra de Profissões da UNA, e a minha escola foi convidada. O ônibus da minha turma foi um Busscar El Buss 320 Volvo B58 da Anna Clara Turismo. O carro chamou minha atenção por estar bem conservado, diferente de outros com a mesma idade, que estão detonados ou surrados.
Carro da Anna Clara a qual fui na excursão. Foto minha, desculpem a qualidade, foi bem corrida.
Quando entrei, tive uma grata surpresa: ele estava inteiramente original por dentro: o forro do teto, as luminárias, o assoalho, os bancos, os cinzeiros estavam limpos, aquele forro da poltrona era original também, o bagageiro interno e as indicações de poltrona, as cortinas, e ele conserva o prefixo antigo na tampa do itinerário (que também é originalmente bipartido), indicando que ele foi o 9770 da Saritur. Quando o motor funcionou pude ouvir o som do B58 por alguns poucos kms, pois logo chegamos a universidade. A volta foi mais rápida, mas só de ter andado um pouco eu gostei demais dele. Queria ter andado mais, mas foi o que deu, então ok.
Detalhe do carro que citei. Novamente desculpem a qualidade, foto de celular.

  • Processo de insolvência da São Geraldo

Eu já havia finalizado o texto na semana passada, mas tive que fazer essa parte: Mais uma vez uma resolução da ANTT faz parte do blog (e não será a última), dessa vez é a resolução 4845, publicada anteontem (16/09/2015) no Diário Oficial da União, que se trata da anuência para o início do processo de insolvência, ou incorporação da Companhia São Geraldo de Viação, ou apenas São Geraldo. Outra vez tem sido propagados alguns equívocos a respeito, e de novo vamos desmentir aqui: a São Geraldo não faliu, é apenas o processo de incorporação dela.
Carro da São Geraldo chegando a Belo Horizonte. Foto minha.
O processo também não vai começar amanhã, pois a resolução se trata apenas da autorização para a Gontijo fazer o que bem entender da empresa, e embora fontes na empresa dizem que isso será feito de forma rápida e que desde Janeiro deste ano já se esperava que esta resolução saísse, então ainda veremos a São Geraldo firme e forte nas estradas por no mínimo mais 3 meses, pois a frota, a estrutura e o material humano são de grandes proporções.

Dois carros da São Geraldo e um da Gontijo parados no Euronav de Camanducaia. Foto minha.
 Lembrando que no ato da compra, uma das cláusulas do contrato previa que durante 10 anos após a aquisição ser efetivamente concretizada - o que ocorreu no ano de 2004 - a Gontijo deveria manter o layout e a marca São Geraldo, e no ano passado estes 10 anos expiraram. Apesar de dolorido para vários entusiastas, esse é o mundo corporativo, pra Gontijo é logisticamente inviável manter 2 empresas, e as 2 já são quase 1 só, as diferenças são muito poucas. E só um esclarecimento, o Grupo Gontijo só é dono 100% da São Geraldo, nas demais é apenas participação societária majoritária.
Agradeço a todos por terem lido, e até a próxima!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Busologia desde a infância - por Tiago Baldan

Olá amigos, boa noite! Sem maiores delongas, vamos direto pro texto, feito por Tiago Baldan. Boa leitura a todos!!!
Olá amigos. Gostaria de agradecer o convite para escrever no Blog e contar um pouco da minha história com ônibus e o hobby. Minha história com ônibus começou desde criança, no Rio de Janeiro, meu estado natal em que morei até aos 11 anos de idade, após isso mudei para o Espírito Santo, onde moro atualmente. Na infância sempre reparava modelos de ônibus e algumas marcas de chassis que sempre tiveram na minha cabeça, e que sou fã até hoje como a Volvo e Scania, nos segmentos urbano e rodoviário. Os modelos que mais ficaram marcados em minha memória até hoje são os:
Ciferal Alvorada Volvo B58, da Viação Rio Ita
Urbanus Scania da Rio Ita, por raras vezes o vi rodar, mas com seu ronco estrondoso.
Urbanus Scania Viaçao Rio de Janeiro, que se não me engano ia pra Magé.

Alem dos carros da Viação Mauá, em que eu morava perto do ponto final das Linhas 422M E 37.
Havia na época Marcopolo Torino 83.
Ciferal Alvorada.
E quando me mudei pra Vitória, estavam chegando nas linhas os Torinos 89.
Os dois modelos abaixo que rapidamente saíram de circulação por serem bem velhos:
Condor
E bem raramente os Veneza II, até cheguei a andar com meus pais.
Modelos marcantes de empresas na época em pegava estrada como Tribus II e III da Itapemirim, isso das viagens que lembro:

Algumas vezes embarcando da Rodoviária Novo Rio, eu tinha o sonho, mas nunca realizado de andar um Flecha Azul da Viação Cometa da época.
Então ficou o ronco dos K112 e K113 de lembrança na memória e alguns Tribus II da Itapemirim e Viaçao Penha que viajei com o mesmo chassi Scania, na estrada.
Lembranças dos carros como o Ciferal Líder da Itapemirim, é que alguns carros tinha uma espécie de painel de led na época (que na verdade eram lâmpadas no formato da logo) na traseira do carro, embaixo do ar e que ficava com a logo da Itapemirim acesa, em que se reconhecia naquela escuridão da estrada. 
Outros modelos, como os Diplomatas Scania pela antiga São Geraldo.
Diplomatas Scania da 1001, que tinha bastante.
Por raríssimas vezes de ver os Diplomatas da Mirim e seus chassis personalizados da época. 
Monoblocos O371
E mais tarde os O400...
Então por anos e anos viajando entre RJ e ES com carros que hoje são nostalgia em ver e rever. Fiquei bastante tempo observando ônibus, mesmo já morando no ES, por bastante aqui em minha rua, os urbanos que passavam. Existiu uma boa diversidade por alguns anos, com carros de motor traseiro nas linhas troncais e motor dianteiro nas linhas alimentadoras no sistema Transcol capixaba. Hoje não há mais essa divisão e todos os carros são de motor dianteiro, com exceção dos articulados. Mas a minha preferência sempre foi os rodoviários, na qual tenho admiração pela Itapemirim, já que viajei por muitos anos e que infelizmente a Kaissara assumiu a linha RJ X ES em abril de 2015. 
Em 2013, fazendo pesquisas pela internet para tentar achar modelos de minha época de infância, que descobri o hobby na qual estou hoje. Já fiz viagens por conta do hobby e aproveitando visitas a minha família no RJ E MG, também fiz cliques conhecendo as principais capitais da região Sudeste como SP. Os estados que gosto de visitar são SP e MG, ambos têm uma diversidade legal de empresas nos dois segmentos urbanos e rodoviários. Ambas rodoviárias eu gosto, apenas a engenharia de embarque e desembarque de BH que não é unificada e tem que andar muito na rodoviária pra não perder os cliques. Já em SP no Tietê é bacana a saída dos carros e o estacionamento do mangueirão.
Além do evento VVR na qual conheci o Flecha Azul citado lá em cima e que meio que foi um sonho realizado.

Foram viagens bacanas em que conheci muitas pessoas pelo hobby até hoje.
Essa é um pouco de minha historia pelo hobby de ônibus.
Valeu!!!
Agradeço a todos pela leitura e por ter prestigiado nosso amigo Tiago Baldan, abraços e até a próxima!!!