quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Top 6 - Viagens de 2014

Olá amigos, ao som das bombas soltas pelos vizinhos de minha casa, desejo feliz ano novo adiantado! Nessa noite de ano novo vou fazer um top 6 das melhores viagens que eu fiz em 2015. Algumas viagens já tiveram textos publicados, outras os textos ainda estão por vir, e outras não publicarei texto (por motivos pessoais). 

6. Belo Horizonte – Carmópolis de Minas. A bordo da Rouxinol Turismo, carro 390:

Primeira viagem de Volare, sobre mecânica Mercedes-Benz (LO916 BT5), para um casamento. O carro andou muito bem pela Fernão Dias, e apesar de ser um Marcopolo, era bem confortável e não me senti apertado em momento algum. Viagem em 13/09/2014.
Carro em que viajei para Carmópolis de Minas. Foto: Breno Jonathan/Ônibus Brasil
5. Belo Horizonte – São Paulo. A bordo da Honofre Turismo, carro 107:

Foi uma viagem excelente, tudo bem que o carro foi meio vazio, mas foi ótima a viagem, solucionei o problema de bateria do meu celular (carreguei de Perdões a São Paulo e na volta idem). O ônibus andou muito e o motorista que assumiu em Perdões meteu muita pressão no carro, principalmente no sul de Minas, eu tive a impressão que ele alcançou os 100 naquela hora (se não alcançou, o cara é f*da). Este carro já esteve aqui no blog e naquela ocasião deixei minha opinião sobre ele. Viagem em 11/04/2014.

Carro em que viajei pra São Paulo. Foto: Eric Breno
4. Belo Horizonte – Cordisburgo. A bordo da Camilotur, carro 540:

Foi a minha primeira viagem de Caio e de Scania, e a segunda viagem que fiz sem minha família, dessa vez fui com a galera da escola. Surpreendi-me com o carro, pois achei que o K310 era fraco, mas anda bem. Senti falta do barulho né, o carro era bem confortável e deu pra fazer uma ótima viagem. Viagem em 29/08/2014. (Leia o texto sobre essa viagem aqui)

Carro em que viajei para Cordisburgo. Foto: Adão Marcelino/Ônibus Brasil
E vamos agora ao pódio das 3 melhores viagens que fiz em 2014:

3. Belo Horizonte – Pratinha (São Gonçalo do Pará). A bordo da Saritur, carro 26660.

Foi a minha primeira viagem que fiz sem a família, primeira viagem de G7 e de Saritur. De conhecido só tinha alguns passageiros e o chassi (OF1722M). Mas a viagem foi ótima, o motorista andou bem demais pela estrada. Estranhei o aperto, me senti muito apertado dentro dele, porem como a viagem era curtinha (1h30 na ida e 2h na volta), eu acabei relevando. Viagem em 22/08/2014.

Carro em que viajei para Pratinha. Foto: Moisés Magno/Ônibus Brasil
2. Belo Horizonte – Mariana – Ouro Preto. A bordo da Irmãos Lessa, carro 3300.

Realizei um sonho de visitar Ouro Preto (eu ia ir em 2012, porem foi cancelado), consegui ir de ultima hora, a vaga apareceu um dia antes. Fui com o pessoal do 3º ano da noite, mas eles eram legais. Fora isso, o carro desenvolveu bem e se mostrou o irmão moderno do 1722. O carro era confortável, mesmo tendo 49 lugares, vi então que a Comil sabe fazer poltrona, ao contrário da Marcopolo. Viagem em 14/11/2014. (Leia o texto sobre essa viagem aqui)

Carro em que viajei para Mariana e Ouro Preto. Foto: Moisés Magno/Ônibus Brasil
Em primeiríssimo lugar: Belo Horizonte – São Paulo. A bordo da Honofre Turismo, carro 127.

Viajei no mítico ex-17000 da Gontijo. Me surpreendi com o carro, numa análise geral, ele era confortável, andava bem, e apesar dele não ter tomada, foi uma ótima viagem, em todos os aspectos. Mas como não postei o texto ainda, não darei mais detalhes.

Carro em que viajei para São Paulo. Foto: Eric Breno
E assim este blog se despede de 2014, desejando novamente a todos os leitores um feliz 2015, repleto de realizações e de sucessos. Agradeço a todos que leram o blog este ano, e em 2015 teremos mais novidades para vocês! Até a próxima publicação!
AVISO: excepcionalmente esta semana não teremos publicações na sexta-feira. Nossas publicações voltam no dia 09/01.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Conhecendo (e me surpreendendo com) a Scania

Boa noite amigos! Nesta postagem falo sobre o primeiro Scania que viajei, um K310 da Camilotur, carro 540. Boa leitura a todos!
"Primeira viagem de Scania, primeira viagem de Caio. #PartiuCordisburgo de Giro 3600 - K310 da Camilotur, que Deus nos abençoe nessa viagem". Postei isso no meu perfil do facebook, exatamente as 08:00 do dia 29/08/2014. Até chegar a essa postagem, ocorreram alguns fatos, então bora lá. O professor de português da minha escola teve uma idéia de fazer uma excursão a cidade de Cordisburgo, onde visitaríamos o museu-casa de Guimarães Rosa e a Gruta de Maquine. Era pra ser antes da copa, mas só rolou viabilidade nesse dia. Descobri que o fretamento iria ser Camilotur. Porém ficou a dúvida: que carro? Eu já sabia que poderia ser um Roma MD B270F, e era a única opção que eu tinha imaginado, até a hora do embarque. Finalmente, chegou a tão aguardada manhã de 29/08. Saí de casa, e descobri que perdi o ônibus, então andei um pouco e peguei um ônibus de outra linha, era um Vip II OF1722M. Cheguei a escola, e lá estavam 3 dos 5 ônibus: 2 Romas MD B270F e um Paradiso G6 1200HD O400RSD eletrônico. Minha torcida passou a ser do G6 O400, porém para deixar este que vós escreve ansioso, 1 ônibus apenas estava com a plaquinha, e não era o da minha turma, e faltavam os outros 2. Com indefinição reinando, começou a boataria: "turma tal vai nesse", e ia uma galera pra um ônibus, "turma tal vai naquele" e ia uma galera pra outro. Em meio a isso chegou o resto dos ônibus: um Giro 3600 - K310 e um Paradiso G4 1150 - K113. Minutos depois, saiu o professor Toninho, carregando as listas e papéis a serem colados nos ônibus. E quando começou a serem colados, acabei descobrindo que eu não iria em nenhum dos ônibus que eu queria, restando apenas dois sem identificação o Giro e o G4. Porém deu uma confusão (lembram-se da indefinição? Então...), e quase embarcamos no G4. mal entendido resolvido, e embarcamos no Giro. Embarcaram umas garotas do terceiro ano, e eu em seguida. Escolhi uma poltrona da penúltima fileira, para sentir o K310, e inicialmente sentei sozinho. Quase todos embarcaram, e eu seguia sozinho. Já estava comemorando o fato de sentar só, porém faltavam quatro meninas do terceiro ano, e só haviam 3 lugares no fundo: 1 ao meu lado, os outros 2 da última fileira. Uma delas sentou ao meu lado. Lugares ocupados, pé na estrada. 

Carro em que viajei para Cordisburgo. Foto: Adão Marcelino/Onibus Brasil.
Puxei papo com a moça, que é bem bonita, e depois não conversamos mais. O trânsito tava carregado, mas quando chegamos na BR040, vi o poder que aquele chassizinho raquítico, com seus 310 cavalos tem na estrada. Correu muito e subia bem pra *^$*#$!@. Os quilômetros iam passando, e fui percebendo que as poltronas Caio eram muito confortáveis, colocando a Marcopolo no bolso, no quesito poltronas para carros convencionais. Entendam uma coisa: poltrona Marcopolo boa, só do padrão executivo pra cima. Voltando ao K310, nosso objeto de estudo, como bom Mercedista, senti a falta do som do motor. Fiquei incomodado, pois um carrão como aquele, subindo como subia, correndo como corria, e barulho quase nulo, era incompreensível para esse ser. Mas o K310 foi rasgando a BR040, largando tudo pra trás. O motorista correu bastante. Quando entramos na estrada para Cordisburgo, ele continuou correndo. E eu, ainda tentando compreender o fato de ser um motor sem barulho algum, quase nulo. Fui mudando lentamente minha opinião, de um chassi fraquinho, para um chassi que sabia se portar na estrada como um O500, mesmo com o modesto motor de 310cv, e sem barulho. Como o viário de Cordisburgo é tranqüilo (ao contrário de Mariana, como vi em outra viagem), ele conseguiu passar até bem pelo viário. Chegamos então ao museu-casa de Guimarães Rosa. Fizemos a visita, fomos almoçar, e depois: Gruta de Maquine. Outra estrada boa, ele também passou por lá sem desafios, exceto na ultima subida. Quase voltei atrás, mas o bom desempenho no retorno fez com que eu desistisse da ideia de apedrejar o K310. A volta foi bem tranqüila, semelhante a ida, o carro se desempenhou bem. A Scania finalmente conseguiu espaço para mim,  agora pode crescer no meu conceito, contanto que nas minhas próximas experiências, eu veja que os motores dela fazem algum barulho.
Aviso: excepcionalmente na próxima semana, a postagem será na quarta-feira, dia 31/12. Muito obrigado pela leitura e até a próxima!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O irmão do Doppio mais famoso de BH

Boa noite amigos! Após uma semana sem publicar aqui, por motivo de viagem, estamos de volta. Hoje falarei sobre uma viagem que fiz em Abril no 10717, um Doppio K310IA, que é o irmão de um carro que é conhecido pelos busólogos locais como "O Doppio mais famoso de BH". Boa leitura a todos.
Era o fim de uma tarde chuvosa em BH, porém início do feriado conjunto de Páscoa e Tiradentes: um na sexta, outro na segunda. A minha escola deu a quinta-feira, então para aproveitar, fui andar de MOVE. Para aquele dia, estabeleci como metas andar nos novíssimos (na época) Vip III 1721L com Suspensão a Ar da Viação Sidon, meta alcançada, depois andar de Viale BRT O500MA, meta alcançada e de Granmetro B340M. Após uma espera de 30 minutos, peguei-o e fiz viagem completa na direta. De volta a Estação São Gabriel, faltava a última meta a ser batida: andar de Doppio K310IA, sendo esse o "protagonista" da postagem. Compensando a tediosa espera pelo Granmetro, logo que olho pra estocagem pra ver o próximo carro que sairia na 83D (a linha direta pro Centro), saiu o Doppio K310IA da São Dimas, carro 10717. 
Carro em que andei naquele fim de tarde de quinta-feira. Foto: Adão Marcelino/Ônibus Brasil
Embarquei nele e me direcionei aos últimos assentos, sobre o motor do veículo. Logo depois entraram um pai com uma criança pequena, o pai sentou-se ao meu lado, e a criança no outro lado, e ele me perguntava coisas sobre o MOVE, e eu respondi. Logo depois o veículo fechou as portas e iniciou a viagem cujo destino era o Centro de Belo Horizonte. O ar condicionado estava ligado no talo, tão gelado que tive dificuldades para digitar no celular. Logo na descida do primeiro viaduto, ele começou a fazer um barulho ensurdecedor, mas como a parte seguinte era uma longa reta, acabei ignorando. Na subida seguinte, ele deu uma senhora patinada, bastou isso pra eu começar a construir a má imagem, ou birra de K310IA, como dizem meus amigos. Logo depois, na descida da Silviano Brandão, o carro fez um barulho tão ensurdecedor que eu achei que chegaria ao Centro sem audição (o que felizmente não ocorreu). O terceiro túnel da Lagoinha, o mais baixo de todos (já que fica abaixo de outros 2 túneis, um em cada sentido, para veículos em geral), exclusivo para ônibus em geral até pouco tempo atrás, hoje para os ônibus do MOVE, marca a chegada a área Central, no meu caso, fim daquela parte da volta pra casa. Mas ainda restava tempo pro 10717 ser 10717, como ocorreu em todo o caminho até ali, dessa vez as luzes do segundo vagão, onde eu estava, ou não estavam funcionando, ou não estavam acesas, enquanto o primeiro, todo iluminado. Pra minha sorte, o túnel acabou e a viagem estava chegando aos minutos finais. O 10717 ganhou o corredor exclusivo do Centro, porém depois de tudo o que ocorrera, seria irônico se outro carro da mesma empresa tivesse bloqueando o acesso a uma das ETs? Seria mais irônico ainda se o carro citado fosse o irmão do 10717, o 10716? Se for ou não, fica por sua conta, mas isso ocorreu mesmo, o carro 10716 da São Dimas quebrou numa das ETs do Centro, e nenhum carro podia parar lá, prejudicando passageiros que iriam descer naquela ET e embarcar nos ônibus convencionais que tem seus pontos finais nas ruas paralelas. Após todo o sufoco, finalmente o ônibus atracou e eu desci, pondo fim a aquela viagem. Fiquei com raiva do K310IA, até eu andar nos também Doppios K310IA 10732 e 10735, da Milênio, mas essas histórias ficam pra outras ocasiões. 
Muito obrigado pela leitura e pelas visualizações. Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

AVISO

Boa noite a todos.
Informo que por motivos pessoais, a postagem que seria feita no dia de hoje está cancelada. Voltaremos as publicações aqui no dia 19/12, a publicação já está pronta e eu poderia publicá-la hoje, porém vou manter o cronograma de postagens.
Pedimos desculpas pelo transtorno, e até a próxima.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Uma viagem com desconhecidos

Boa noite galera! Estamos aqui mais uma vez, e vamos falar sobre uma viagem que fiz com o pessoal da escola, e também minhas impressões sobre o MAN D08, motor que equipa o rodoviário VW 17.230OD.
Foi uma semana de incertezas. Segundo o professor, não haviam mais vagas na viagem a Ouro Preto e Mariana. Mas eu disse a um amigo: “se for da vontade de Deus, vou sim fazer rastro no tapetão”. Aos meus familiares, eu disse: “se for pra eu ir, vai acontecer o possível e o impossível, o provável e o improvável”. Porém na quarta, era impossível uma dessas frases fazer sentido, já que o professor me disse: “não tem mais jeito”. Inicialmente fiquei triste, mas depois a tristeza passou e me acostumei com a idéia de não ir. Na quinta, após dormir de cansaço na aula de física, acordei no fim do horário e ainda semi-desperto, ouvi duas amigas comentarem: “teve duas desistências, vai dar pra gente ir”. Então fui em direção ao professor, e ele me disse “tem mais duas vagas, mas você vai ter de ir com os ‘meninos’ da noite”. Eu respondi: “to nem ai, quero é ir”. Fiquei feliz – por que iria rever meus amigos da noite (já que estudo de manhã) – e surpreso com essa reviravolta, já que nem na minha previsão mais otimista imaginava ocorrer isso. Confirmei minha inscrição no início do ultimo horário, e fui pra casa, sabendo que teria de planejar tudo em menos de 24 horas. Fiz todos os preparativos, e na manhã seguinte acordei e fui. Como de praxe, fui pra escola de Torino Volks. Eu estava esperando ser Saritur, já que o professor disse “vai ser Turilessa”, porem ao chegar à escola, tive a primeira surpresa: era Irmãos Lessa. Depois um amigo meu chegou, e ficamos conversando. Na hora do embarque, fui pro ônibus dele, o ônibus de número 5, que era um Viaggio G6 1050 OF1722M da Irmãos Lessa, carro 3100, já que segundo o professor, eu teria que “ir com os ‘meninos’ da noite”. Mas eu pensei ser o 2º ano da noite. Quando eu ia fazer a conferência do documento, uma amiga me grita: “você é do ônibus 6”. Então me dirigi ao tal ônibus 6, que era um Campione 3.25 Volkswagen 17.230OD Euro 5, equipado com o ainda desconhecido, pra mim, motor MAN D08, carro 3300. Fiz a conferência do documento, e adentrei ao ônibus. No primeiro olhar pro salão, a segunda surpresa do dia: eu estava no ônibus do 3º ano da noite! Não conhecia e não conversava com ninguém no ônibus, a não ser com o professor responsável pelo ônibus. Mas mesmo assim, entrei e escolhi minha poltrona, 29. Depois duas meninas, queriam que eu desse meu lugar a elas, já que a poltrona 30 estava vaga. Recusei enfaticamente (já que teria que ir para as poltronas da frente) e fui em direção a porta. Lá fiquei, e depois saí de perto do ônibus. Logo que entrei e entrei novamente – dessa vez em definitivo – e na entrada para meu assento estava de pé uma moça. Então pedi licença a ela, para que eu me sentasse em meu lugar, e ela disse “mas não tem só um único banco”. Eu disse: “não tem”. E ela perguntou: “então você vai dividir o lugar comigo?”. Eu só disse que sim, e me assentei. Então o motor foi ligado, e o ônibus deixou a porta da escola. Foi dada a largada naquela viagem que seria épica.
Carro da Irmãos Lessa que viajei para Ouro Preto. Foto: Giangiulio Cocco/Ônibus Brasil 
Logo no início, percebi que o barulho era parecido com o do OF1722M. Coloquei uma (boa) musica e passei aquela primeira meia-hora mexendo no facebook, conversando no whatsapp com a galera (inclusive com aquele meu amigo que estava no outro ônibus), também postei uma foto no instagram. Já na BR356, resolvi então deixar meu celular em modo avião e contemplar a paisagem ouvindo uma (boa) música. Comecei então a conversar com a galera, enquanto o ônibus seguia suave pela rodovia federal. O motorista pode andar bem até um pouco antes de Cachoeira do Campo, onde uma breve retenção acabou atrasando o ônibus um pouco. E assim fomos seguindo cada vez mais para o leste, com o 17230OD se mostrando um chassi eficiente. O motorista resolveu experimentar velocidades mais altas, e ai outra moça disse “vai com calma motorista, não quero morrer não”, eu respondi-a “mas na pressão que é bom”, ai aquela moça que no início estava de pé, obstruindo a chegada a meu assento concordou comigo. Com isso tudo, resolvi reverter a inclinação do meu assento. Puxei a alavanca e nada, puxei novamente a alavanca e nada, só depois descobri que para reverter a inclinação para o estado normal, era necessário puxar a alavanca e empurrar o assento. E não era só meu assento, todos os assentos do lado da janela era necessário este esforço para fazer a operação que nos assentos do lado do corredor, era bem mais simples: só puxar a alavanca. Apesar disso, nada tira a sensação de conforto das poltronas Comil, já que mesmo aquele carro tendo 49 lugares, eu não me senti desconfortável em nenhum momento, ao contrário das poltronas Marcopolo, que fez eu me sentir desconfortável num G7 1050, também de 49 lugares. Na chegada a Mariana, enfrentamos duas retenções por causa de obras de recapeamento na Rodovia do Contorno de Ouro Preto. Isso atrasou um pouco a nossa viagem em aproximadamente 15 minutos, o resto foi por causa do trânsito (já que gastamos 2h30 de BH até o Terminal Turístico de Mariana, dava pra ter feito esse trajeto em duas horas). Depois de toda a retenção, começava o verdadeiro teste para o chassi no geral: o perímetro urbano de Mariana.

Outra foto dele, dessa vez de traseira. Foto: Moisés Magno/Ônibus Brasil 
Composto por um trecho de asfalto e boa parte ainda de calçamento (o que não pode ser mudado, já que Mariana é tombada pelo patrimônio histórico), era um desafio a qualquer ônibus que ousasse entrar na cidade. O maior deles, uma rampa bem inclinada quase na chegada ao Centro. Até que o Campione 3.25 passou bem pela rampa. Chegamos então ao Terminal Turístico, onde alguns carros da nossa escola estavam lá parados. O único que não era da Irmãos Lessa era um Viaggio G7 1050 O500RS da Novo Horizonte, de Muriaé, porem ele acabou saindo de lá, então descemos e fomos visitar a parte em exposição aberta da câmara municipal e depois eu e um amigo conversamos com alguns estudantes locais. Tivemos que ser chamados pelo professor pra ir embora, e iniciava-se ali a parte 2 da viagem, e também a mais aguardada por mim, e pelos demais (do meu e dos demais ônibus): Ouro Preto, onde iríamos almoçar e passar a tarde. O ônibus foi submetido novamente ao teste do viário de Mariana, e depois voltamos para a Rodovia do Contorno. Com a galera mais quieta, o som do 17230OD E5 pode ser mais audível, esclarecendo ali que aquele motor era mesmo a versão da MAN do conhecidíssimo 1722. Numa das tantas subidas da BR356, ele subiu quase chorando, mostrando que apesar da nova mecânica (MAN D08, ao invés do antigo MWM 6.12TCAE), o VW permanecia ruim de subida. Mas tão ruim que alem de segurar todo o tráfego, o carro 3100, um 1722 que também estava a serviço da escola, ficou de marcação pra ultrapassar e desenvolver, só não o fez por que naquele trecho era proibido ultrapassar. Mas a cara do motorista era de que ele estava com vontade de fazer aquilo. Felizmente deixamos o contorno pra trás e chegamos a Ouro Preto. No retorno a BH, o ônibus se desempenhou muito bem, desenvolveu velocidades altas, mas tão altas que deixou para trás 2 carros que saíram bem antes da gente: um Ideale 1722 da Urbana Turismo e outro El Buss 320 1722, da Irmãos Lessa (outro fretado pra escola), apagando a má impressão que ficou durante o trecho Mariana-Ouro Preto. Na serra de Itabirito, ele subiu da mesma forma que no contorno, mas era justificável: estava chovendo horrores na serra, ai não dava pra correr muito com o ônibus. O restante do retorno foi tranqüilo, marcado por muita zoeira com o pessoal do 3º ano noturno, e com uma leveza que nunca tive em outros finais de viagem.
Eu agradeço muito a todos vocês que leram as minhas publicações anteriores, estou tendo um bom retorno sobre minhas postagens, numérico e também das pessoas que vêm e leem meus textos, o apoio de vocês é fundamental! Muito obrigado, boa noite e até a próxima!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A caminho de São Paulo...

Olá amigos, boa noite! Eu estou viajando agora, programei a publicação enquanto eu ainda estava em casa, por que a internet em boa parte do trecho mineiro da Fernão Dias é instável para publicar pelo celular (em alguns trechos não dá pra ler nem whatsapp), mas deixo aqui um texto sobre uma viagem que fiz a exatos 1 ano atrás.  
A tarde de 29 de novembro de 2013 era uma tarde quente e de tempo nublado em Belo Horizonte. Dali a 2 horas, eu sairia pra viajar, "Destino: São Paulo". Eu fazia o último preparativo: organizar a playlist que seria tocada naquela viagem e carregar a bateria reserva do celular. Então fui olhar rapidamente o facebook, e fui me arrumar. Fiz a checagem dos itens necessários como câmera fotográfica, tripé para a câmera, documentos, blusa de frio, etc, etc e etc. Acabei de arrumar, enquanto meus pais acabavam de arrumar e pegar também seus itens necessários. Saímos de casa bem atrasados. Chegamos a Praça da CEMIG, o ônibus ainda não estava por lá, mas tinham uns ônibus por lá, com o mesmo destino que o meu. Finalmente o ônibus chega: um imponente e bonito Marcopolo Paradiso G6 1550LD, pertencente a Honofre Turismo, carro 107. Ele também já foi da Brasil Sul, tinha o prefixo 2030. Os vidros eram escuros, o que lhe conferia mais imponência. Por dentro ainda dava pra ver algumas marcas da antiga pintura. Embarquei e vi o conforto: 44 poltronas tipo G6, semi-leito, com encosto de pernas, em tecido esverdeado, com 3 televisores, ainda de tubo. Então fui para meu lugar, e continuei contemplando o conforto: poltronas bem macias, o encosto de pernas trazia bastante conforto. Meu lugar foi estrategicamente escolhido levando em conta 3 fatores: distância do banheiro, centro da bagunça (não queria estar longe, e sim perto) e a proximidade do motor. Não demorou muito, e o - para mim desconhecido - O500RSD saiu da Praça da CEMIG esbanjando mais imponência ainda. Logo ganhamos a Rodovia Fernão Dias, mas foi o mesmo de ter permanecido na área urbana: o trânsito não deixava o ônibus andar como devia, por causa do trânsito. Só depois de Betim que o grandão pode correr como devia. Dei uma rápida entrada no facebook (pelo celular da minha irmã, por que eu só viria a comprar um celular com acesso a internet um mês depois), e fui curtir a viagem.
Carro em que eu viajei. Foto: Antônio Carlos Fernandes/Ônibus Brasil

 Já era noite quando começamos a subir a serra de Igarapé, e somente ali finalmente poderia dizer que a viagem havia de fato, começado, pois somente ali o motor pode mostrar toda a sua fúria e força escondidos por baixo de todo a carroceria e pelo salão de passageiros, e de certa forma, silencioso. Fazia algum barulho, é verdade, mas não era uma barulheira que trazia incomodo, característica da Mercedes a partir do O400 eletrônico (os mecânicos ainda abrem o berreiro que nem nenê recém-nascido). Na descida da serra, já apareciam no céu alguns trovejos, prenúncio de que iria chover. Eu não levei a sério, por que o dia em BH havia sido quente e até ensolarado durante a manhã, porém me esqueci que estava em uma rodovia, só fui lembrar quando começou a chover. Graças ao insulfilm, só vi que estava chovendo no pedágio de Itatiaiuçu, mesmo assim por que graças as luzes, dava pra ver a janela molhada. E seguimos cada vez a sul, e, portanto, rumo a chuva. Em um trecho entre Carmopolis e Oliveira, deu um trovejo tão forte que o clarão pode ser visto dentro do ônibus. Não sei se era da situação ou de nervoso, mas eu tava rindo daquele trovão. E a viagem seguiu normalmente, com a chuva caindo lá fora. Por volta das 22hs chegamos ao GRAAL Shopping Perdões. Comi algo e mesmo com chuva fui clicar, porém só consegui uma blusa de frio molhada, e nenhum clique que prestasse. Com isso, voltei pra plataforma do GRAAL, e embarquei de volta, para a segunda parte da viagem.  A segunda parte também marcava a troca de comando do ônibus. Todos a bordo, hora de partir, e também do pessoal dormir, depois da intensa zueira entre BH e Perdões. O segundo motorista começou com umas poucas engasgadas, mas logo conseguiu conduzir de forma tranquila. Não muito tempo depois, ele começou a pôr "as unhas prá fora", e saiu cerolzando geral na estrada, e assoviando, do jeito que o O500RSD merecia ser operado e do jeito que o ouvido deste que vos escreve merecia ouvir naquele fim de noite de sexta, e início da madrugada de sábado. Até um G7 K400 da Gontijo ele podou.
Outra foto, dessa vez de traseira, em um rápida parada no GRAAL de Mairiporã. Foto: Eric Breno
 Porém o ar condicionado do carro estava tão gelado que além de trazer dificuldade para respirar e ardência das vias nasais, as vezes me dava a impressão de estar no necrotério do IML. Foi ai que bateu o extremo arrependimento por não ter levado um casaco mais grosso, e por ter usado a blusa de guarda-chuva no GRAAL, por que eu estava com muito frio. Tive que apelar pra manta do ônibus, o que eu detesto fazer, por que geralmente fico com son... e dormi. Acordei um tempo depois, joguei a manta prá lá, mas o frio persistiu a nossa sorte foi que o motorista resolveu parar pra tomar um café no Euronav, em Camaducaia, e a galera (além de ter acordado) pediu pra ele aumentar a temperatura, que fora ajustada em 18 graus após a troca de comando, mas agora havia sido reajustada pra 22 graus. Surtiu efeito: durante os últimos quilômetros em Minas Gerais, a temperatura deu uma amenizada, e as janelas já começavam a embaçar. Finalmente cruzamos a divisa e estávamos em território paulista, o motorista tava andando bem com o carro e a conversa rolando. Após não muito tempo já estávamos na serra da Cantareira, última antes de São Paulo. Na descida, estávamos junto com 2 ônibus da Severo Turismo, como um comboio. Logo a estrada começou a ficar iluminada: estávamos chegando a São Paulo. Depois de 8 horas na estrada, finalmente chegamos a São Paulo.
Muito obrigada pela leitura e pelas visualizações. Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Primeiro dia de circulação do MOVE, BRT de BH

Boa noite, visitantes e leitores do blog Onibus Mineiro. No primeiro texto, falaremos sobre a primeira viagem que eu e um amigo fizemos, a bordo do BRT - MOVE.
Acordei cedo naquela manhã de sábado, 8 de março. Não por que era o dia da mulher, e sim era outra coisa: primeiro dia de operação do MOVE, o sistema BRT de Belo Horizonte. Após adiamento da entrega das obras (fato este que foi tema da marchinha “Ainda não tá pronto”, produzida por um rádio de Belo Horizonte, no período de Carnaval), denúncias de superfaturamento, embargos do TCU, finalmente as obras do Corredor Cristiano Machado foram parcialmente entregues, e eu decidi ir com um amigo. Saí de casa as 8h40, com o tempo chuvoso, e fui. A caminho do Centro, fui ouvindo música no carro 30099, Vip II 1722 na linha 30 Direta (Estação Diamante x Centro).
Carro da linha 30 - Direta que me levou até o Centro de BH. (Foto: Eric Breno)
No Centro, encontramos no local marcado e fomos andando. Porem olhamos pra elegante ET São Paulo, onde embarcamos, e vimos um Doppio BRT Mercedes-Benz O500MA na linha 83D (Estação São Gabriel x Centro - Direta), imediatamente começamos a correr. Após uma rápida corrida, chegamos a ET, onde ele ainda estava atracado. Era o carro 20479 da SM Transportes; na entrada da ET pagamos a passagem, entramos no ônibus e assentamos, e logo depois entrou uma equipe de TV no carro.
Primeiro carro do MOVE que eu e meu amigo pegamos. (Foto: Gabriel Oliveira)
O carro então saiu, e ali se iniciava nossa experiência no MOVE. O ônibus saiu da ET, sentido São Gabriel. Ele agarrou em um retorno da Avenida Santos Dumont (agora exclusiva para o MOVE), mas conseguiu passar. (Felizmente para os motoristas, o retorno não faz mais parte do itinerário da 83D e também da 83P, que faz o mesmo serviço da 83D, só que parando nas ETs ao longo da Cristiano Machado). O ônibus articulado atraía olhares dos pedestres na rua, dos motoristas, e passageiros dos ônibus convencionais, ainda sem acreditar que o MOVE finalmente houvera saído. O ônibus sem demora ganhou o Túnel da Lagoinha, onde iniciava o corredor, e foi sem dificuldade alguma, e bem rápido também. As ETs estavam vazias, o que era normal, por se tratar de primeiro dia. Chegamos à renovada São Gabriel, e lá desembarcamos. Depois descobri que eu e meu amigo fomos os únicos entusiastas a pegar aquele carro com o Ar funcionando, por que o Ar deu problemas e parou de funcionar quando descemos do ônibus. Mas lá na São Gabriel, cumprimentei um amigo até então virtual, que estava lá como despachante. Como mandava nosso roteiro, iríamos pegar o 82 (Estação São Gabriel x Savassi via Hospitais). Veio um Mega BRT O500MA, 20480 da Getúlio Vargas, carro que como descobrimos depois, fez a primeira viagem da história do MOVE, e fomos rumo à área hospitalar.
Segundo carro que pegamos naquele dia. Ele fez a primeira viagem da história do MOVE (Foto: Gabriel Oliveira)
Meu amigo sentou nos últimos bancos, porém não suportei por que tava muito quente. E fui pra outro lugar do ônibus. Apesar disso, ele se desempenhou bem no corredor e fora dele também.  Acabei descobrindo outro amigo até então só virtual, ele estava com um primo. Conversamos durante o caminho, e eu e meu outro amigo descemos. A viagem de MOVE havia acabado, porém tinha outra novidade que eu não havia andado: Vip III 1721 BT5 da Independência, 30518.
Ultimo ônibus do nosso passeio. (Foto: Welisson Oliveira/Ônibus Brasil)
O ônibus tava bem cheio, e apesar dos bancos marcianos, tava legal o carro. Eu gostei muito do dia, dos carros, que estavam legais, e tiveram ótimo desempenho.
Muito obrigado pela visita, e tenha uma boa noite!

sábado, 15 de novembro de 2014

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Bom dia, boa tarde ou boa noite. Seja bem vindo ao blog Ônibus Mineiro.
Esse blog tem como assunto um novo modo de ver o transporte, sendo pouco tradicional, e focado mais nas narrativas, ou seja, textos onde narrarei fatos em geral envolvendo o transporte. Meu estilo de texto é parecido com o estilo dos editores dos blogs Estação Regional e Rodoviária Digital.
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