sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Uma ida ao Inhotim

Olá pessoal, boa noite! Após passar 5 meses sem texto, estou de volta, e hoje venho falar sobre uma curta viagem que fiz. Boa leitura a todos!
 Quarta-feira, 10 de agosto de 2016. Acordei com uma meta fixa: partir para a rodoviária para adquirir bilhetes para o trajeto Belo Horizonte - Inhotim. A quarta-feira é um dia de visitação gratuita ao Instituto Inhotim de Arte Contemporânea, então eu decidi voltar lá após 7 anos (a minha primeira vez foi nesse camarada aqui, em excursão escolar). Eu iria de coletivo mesmo, na linha 3788, entretanto por livre e espontânea pressão vontade decidi ir de rodoviário na última hora, na terça à noite, por que se não fosse assim não seria eu, hahahahahahahahaha. No site, o convencional estava esgotado, mas para nooooossa alegria, haviam 8 passagens no Executivo, mas como não tenho cartão de crédito, me ferrei teria de comprar as passagens pessoalmente. Até aí tudo bem, exceto pelo fato de que o Inhotim é um destino que tem grande apelo.
Carro em que fui até o Inhotim.
Assim, tracei uma meta: acordar bem cedo, ir pra Estação Diamante e pegar o primeiro 30 Direto que estivesse parado e ir nele, ainda que eu fosse de pé. Como os motoristas da Sidon são rachadores, e quando trata de correr muito, é com os caras mesmo. Cheguei a Diamante as 06:22 e as 06:25 parti. O motorista correu tanto que bateu médias de dias comuns mesmo no pico manhã, e graças a isso, as 7:00 em ponto adentrei ao saguão do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, o TERGIP, ou só Rodoviária de BH, e fui seco no guichê da Saritur, a empresa que faz a linha. Lá pedi passagens para Inhotim e recebi da biheteira a notícia que por hora detonaram minhas esperanças: "todos os ônibus estão lotados,". Mas ainda havia um lampejo de esperança: "pode ser que abra um ônibus extra, por que eles ali (e apontou para um grupo de 4 argentinos) também estão esperando." Falei OK e me afastei do guichê. Cerca de 15 minutos depois ela me chama, dizendo: "há 4 vagas para Inhotim no Executivo", na hora deduzi que tinham trocado esse por esse aqui, só que ela lembrou que os argentinos também estavam esperando, então a vaga ficou com eles, mas ela me disse: "pode ser que surja outra vaga ou abra o extra, tá cedo ainda", então me agarrei a essa esperança e continuei aguardando de frente pro guichê.
Uma das obras do Instituto.
Depois chegaram um casal com o mesmo destino e uma senhora, mas com a notícia, eles se dispersaram e eu continuei ali: a senhora foi tomar seu café da manhã e o casal foi comer algo. Pouco depois a bilheteira me chama e diz: "vamos abrir o extra, mas tem de ter no mínimo 10 pra ir, pode chamar o pessoal", e fui atrás deles. A senhora recebeu a notícia com alegria e foi pro guichê, mas no casal, as notícias não eram boas: eles iriam desistir da viagem por que um deles teve mal estar. Naquele momento, a ida nunca esteve tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Entretanto, de repente apareceram as pessoas pra ir, e todos ficaram em festa, inclusive eu! Adquiri os bilhetes e logo em seguida fui comer algo, pois a fome tava batendo, e carreguei o celular um pouco.
Minha passagem de ida.
O plano era permanecer no saguão até 8:30, mas quem disse que tive paciência? Desci e vi os outros carros saírem, até que o 29880 encosta. Entreguei minha passagem e adentrei, minha poltrona era a 15. Fiquei de boa, mas como esse G7 tem o mesmo layout do 26660, carro que já viajei e abordei aqui, com a diferença é que o 29880 tem banheiro, o aperto uma hora seria inevitável, e essa hora chegou: assim que a passageira da frente entrou, inventou de reclinar o banco, amassando minhas pernas. Como a previsão era de ir carro vazio, fui pra um lugar onde ninguém iria amassar minhas pernas, a poltrona 35. Porém, minha previsão passou de um ledo engano: além do número de pessoas que foi no carro estar entre 25 e 30 pessoas, um rapaz chegou perguntando se aquele era meu lugar, disse que não e que voltaria ao meu, ele disse que não era preciso, pois queria na frente, e pelo visto ele achou o lugar lá. Permaneci ali, só que uma moça sentou e também reclinou, pulei pra 34, no corredor, e pronto.
Outra obra do museu.
Assim que o carro saiu, eu pensei: "era louco pra viajar num G7 1721BT5 da Saritur, mas me vem um 1722", isso por que ele parecia um 1722, eu podia jurar que era um. O motorista começou andando muito bem, e o carro desempenhando muito bem. Só que como a questão das passagens me tirou o sono (no sentido literal) na noite que precedeu a viagem, então dormi durante boa parte da viagem, mas enquanto ainda estava desperto, vi foi o motorista largando o aço na Fernão Dias. Depois acordei já em Mário Campos, mantendo o mesmo ritmo, até que chegamos ao Inhotim. Na chegada, ao olhar pro painel de relance, típico do Euro 5, tive a certeza que era 1721 mesmo. Após a visitação, era hora de retornar. Acabamos saindo antes dos 2 carros oficiais, o que falei no inicio e um igual ao que eu estava indo. A viagem de retorno foi bem tranquila, pra variar eu dormi. Em relação a conforto, achei a poltrona dele mais macia que a do carro ano 2011 que eu tinha andado, o espaço não mudou muito, mas deu pra viajar bem tranquilo nele. Por fim, chegamos a Rodoviária de BH, com uma sensação de felicidade e um gostinho de quero mais. Ah, e uma coisa: da próxima compro a passagem adiantado, certeza.
Agradeço a todos por terem vindo aqui mesmo sem ter conteúdo, pois tivemos um bom número de views no periodo, e até a próxima!!!

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